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Paredão alvinegro12/04/2014 | 07h06

Goleiro Tiago Volpi, do Figueirense, tem torcida especial em Blumenau

Goleiro nasceu na cidade e a família dele quer vê-lo levantar o troféu neste domingo

Goleiro Tiago Volpi, do Figueirense, tem torcida especial em Blumenau Jandyr Nascimento/Agencia RBS
Laudir e Miriam Volpi na torcida pelo filho Tiago Foto: Jandyr Nascimento / Agencia RBS

O Metropolitano chegou bem perto da final do Campeonato Catarinense, mas ficou fora da festa. Só que um jogador, entre os 22 que começam jogando neste domingo, pode ser considerado o representante de Blumenau na decisão. Tiago Volpi, 23 anos, é o titular da camisa 1 do Figueirense, que enfrenta o Joinville às 16h, no estádio Orlando Scarpelli. Nasceu e morou até os 12 anos na maior cidade do Vale do Itajaí.

Desde criança, o pequeno Tiago mostrava que o futebol seria o caminho como profissão. Na casa em que morou, entre os bairros Itoupava Norte e Fortaleza, acostumou-se a fazer bolas de papel para não quebrar os objetos da família. Na escola João Wiedmann praticou o esporte com os amigos que mantém até hoje. Por aqui, também jogou nas escolinhas da Asteka e em uma no Sub-tenente, no distrito do Garcia.

O pai Laudir Volpi, que hoje mora no Garcia, depois de sete anos longe de Blumenau, lembra que o garoto jogou como lateral-esquerdo. Mas era expulso com frequência. O motivo?

— Era comum ele ficar como último homem e se jogar para defender com a mão. Até que em um campeonato de futsal no Sesi, o goleiro foi expulso e ele foi para o gol. De onde não saiu mais — lembra Laudir.

Quando o futuro goleiro tinha 12 anos, o pai foi transferido para Santa Cruz do Sul (RS). Mesmo assim, não desistiu do sonho. Jogou nas categorias de base dos dois times da cidade gaúcha — Avenida e Santa Cruz — e do Fluminense (RJ) até se profissionalizar no São José de Porto Alegre (RS), aos 18 anos, em 2010. Entrou aos oito minutos de jogo na vitória por 3 a 0 diante do Internacional. Depois disso, passou pelo Luverdense (MT), em que foi campeão da Copa Governador em 2011, voltou para o São José e chegou ao Figueirense em 2012. Com a camisa alvinegra, foi um dos destaques do time no acesso à Série A do Brasileirão.

Para a família, é bom ter o filho perto. Sempre que podem, eles vão a Florianópolis acompanhar as partidas, apesar de o pai preferir ver pela televisão. A mãe, Miriam, sabe que Tiago escolheu uma posição que sempre rende críticas:

— O goleiro sempre sofre mais quando falha. Mas desde criança, ele foi empenhado e faz de tudo para ser o melhor.

Tiago admite vontade de um dia jogar em Blumenau

Os pais de Tiago voltaram a morar em Blumenau há três anos. E sempre que pode ele faz questão de vir para cá visitar os amigos. Segundo Laudir Volpi, um dos passatempos preferido do filho é chamar os ex-colegas de colégio para jogar tênis de mesa em casa.

— O Tiago gosta muito daqui. Faz questão de vir sempre que dá e rever os amigos — conta o pai.

O goleiro repete que tem um carinho especial pela cidade. Confessa que tem vontade de, quem sabe um dia, defender um time de Blumenau. Nem que seja na comissão técnica.

— Quem sabe um dia eu tenha essa oportunidade de defender as cores de um equipe da cidade onde nasci.

Tiago diz estar tranquilo para o jogo deste domingo. Sabe que a parada vai ser difícil, mas se agarra ao fato de que uma vitória por 1 a 0 dá o título ao Figueirense.

— Vai ser uma partida muito difícil para a gente, mas esperamos contar com apoio do nosso torcedor.

Lá na arquibancada, junto de milhares de alvinegros, outros três estarão em uma torcida especial para o goleiro. O pai Laudir, a mãe Miriam e o irmão Lucas, de 15 anos, acompanharão o filho que tem cumprido a promessa que fez para a mãe aos oito anos:

— Ele olhou e me disse: mãe, eu ainda vou dar muito orgulho para vocês — lembra Miriam.

Missão cumprida.

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