Promessa do atletismo, jovem de São José treina para Tóquio 2020 - Esportes - Santa

Nossa área23/09/2016 | 09h40Atualizada em 23/09/2016 | 09h40

Promessa do atletismo, jovem de São José treina para Tóquio 2020

Micaella não se adaptou à culinária turca e por isso comia basicamente pão com água; apesar da dieta, voltou da Ásia com duas medalhas de ouro

Promessa do atletismo, jovem de São José treina para Tóquio 2020 Betina Humeres/Agencia RBS
MicaelLa Mello é atleta dos 100 metros com barreira Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

A próxima campeã olímpica do atletismo brasileiro está sendo lapidada pelo professor Thiago Olivo em São José. Ele é treinador da União Catarinense de Atletismo e orienta a adolescente Micaella Mello, que lidera o ranking brasileiro sub-18 nos 100 metros com barreira. A menina de 16 anos, que mora no bairro Pacheco, em Palhoça, voltou no final de julho da Turquia com duas medalhas de ouro no Mundial Escolar (Gymnasiade) e agora se prepara para o Sul-Americano que será disputado na Colômbia.

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— Os tempos dela estão muito à frente das demais meninas que eu treino. Ela está quase pronta, apesar de um pouco de imaturidade, o que é normal na fase dela. Mas certamente, a Micaella tem tudo para estar nas próximas olimpíadas, em Tóquio — garante o treinador.

Ela viaja em outubro para São Bernardo do Campo, onde será realizado o Campeonato Brasileiro de Atletismo Sub-18 Interseleções. A competição dará vaga à competição sulamericana. No ano passado, Santa Catarina ficou em segundo lugar no sub-18, atrás apenas de São Paulo. E a atleta quer manter a força do Estado no atletismo nacional.

Micaella está com 13'65 nos 100 metros com barreiras. O tempo foi conquistado na cidade turca de Trabzon, no norte do país. O segundo ouro foi em equipe, no revezamento medley 4x100. Apesar dos dois pódios na primeira competição internacional, a catarinense não seguiu uma alimentação correta no país asiático.

— Foi bem difícil me alimentar lá, é tudo muito forte, o que eu mais comia era pão e água porque eu não gostava da comida deles lá. Mas consegui representar muito bem o Brasil, fico muito feliz. Espero que isso possa acontecer mais vezes — deseja a adolescente.

A jovem seria uma das atletas catarinenses a carregar a Tocha Olímpica em São José. No entanto, com o desafio na Turquia, acabou abrindo mão. A viagem deixou a mãe de Micaella totalmente nervosa.

— Foi muito difícil quando ela foi, nossa família ficou com medo com as notícias de terrorismo na Turquia, mas graças a deus a cidade onde ela foi era bem longe do perigo — conta Dona Elis Regina da Rosa.

DNA de atleta

A família de Micaella é toda de atletas. A mãe é professora de educação física e sempre participou de maratonas em Criciúma onde foi criada e na Grande Florianópolis. Foi ela que colocou a filha para correr, no bom sentido, aos seis anos. O pai foi atleta de salto com vara. Tem um irmão que pratica salto à distância e outro que joga no futebol amador.

— Eu comecei na maratoninha da Caixa, ganhei três vezes, 2006, 07 e 08. Foram três bicicletas (prêmio dado ao primeiro lugar). Uma moça da Caixa me convidou pra treinar triatlo. Mas eu não me dei bem na água, sempre afundava! Então o meu técnico, o Thiago, me chamou pra o atletismo, e estou na UCA até hoje — lembra a menina.

A corredora recebe duas bolsas atleta, uma pela prefeitura de São José e outra do governo federal. Ela está no primeiro ano do Ensino Médio, logo deve concluir o colégio em 2018 e terá dois anos para se dedicar ao sonho olímpico. Com certeza, ela está correndo no caminho certo. 

 

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