Seca de gols de Rafael Moura impacta na má fase do Figueirense - Esportes - Santa

Devendo14/10/2016 | 07h16Atualizada em 14/10/2016 | 14h23

Seca de gols de Rafael Moura impacta na má fase do Figueirense

Atacante não marca na Série A desde o dia 28 de agosto

Seca de gols de Rafael Moura impacta na má fase do Figueirense Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Rafael Moura é o cara do Figueirense: principal contratação da temporada, capitão, líder dentro e fora de campo e artilheiro. He-Man chegou ao Alvinegro em fevereiro em uma negociação envolvendo a venda de Clayton, joia do clube, para o Atlético-MG. Em pouco tempo, criou empatia com a torcida, começou a fazer gols e cumpriu o papel que lhe cabia, de ser a referência do time. Hoje, o Furacão vive um momento difícil na Série A. Está na zona de rebaixamento com 32 pontos, não vence e nem marca gols há três jogos, e tem o líder Palmeiras pela frente. Por isso, a equipe precisa mais do que nunca da força de He-Man para iniciar uma recuperação para ficar na elite. É hora da estrela de Rafael Moura voltar a brilhar.

Mas o que era para ser referência virou dependência. O Figueirense só funciona quando He-Man funciona. E o líder do time também não atravessa sua melhor fase. Rafael Moura está num período de seca. Não marca há mais de um mês na Série A (seu último gol foi na vitória por 1 a 0 sobre o Santos, em 28 de agosto). A dependência fica ainda mais evidente nos números. He-Man entrou em campo 23 vezes, tem sete gols, do total de 27 do time na Série A. Sempre que balançou a rede, a equipe não perdeu, o que evidencia sua importância.

Com deficiência no setor de criação, a bola não tem chegado ao atacante. Ele tem buscado o jogo no meio de campo, ajudado na defesa, mas precisa mesmo é voltar a marcar gols, antes que seja tarde demais.

Abaixo, a opinião dos profissionais da CBN Diário e do DC sobre a fase sem gols do atleta.

Paulo Branchi
Narrador da CBN Diário

Tem surgido pouca oportunidade. O Figueirense não tem um meio de campo criativo, tem poucas jogadas de fundo de campo para beneficiar as características dele de finalização. Surgiu uma chance contra o Botafogo, ele perdeu. Se tivesse surgido uma chance clara dessas por jogo, tudo bem, mas praticamente não surge. Ele tem jogado mais como uma referência no ataque para armar o time para quem chega de trás, e chegam poucos jogadores. O problema em si não é o He-Man. Ruim com ele, pior sem ele.

Salles Júnior
Narrador da CBN Diário

O esquema do time não favorece o He-Man. Ele é um jogador de área, e o Figueirense ataca muito pouco. Então ele é sacrificado no seu que é de fazer gols, ajuda muito o time no esquema defensivo, na bola aérea, e eu tenho certeza que o esquema em que joga hoje o Figueirense prejudica bastante o que o Rafael Moura pode fazer. Porque ele é um finalizador e chega pouca bola para ele. O momento do time não é bom e ele acompanha o momento do time.

Renato Semensati
Comentarista da CBN Diário

São duas coisas. O time não ajuda, não tem meio-campista faz tempo, era para ser o Ortega, não foi, era para ser o Carlos Alberto, não foi, era para ser o Elvis, mas não é. 50% do problema é esse. O outro problema é que a fase técnica do Rafael Moura é muito ruim. Ele perdeu um gol contra o Botafogo que ele normalmente não perde. Então, o time não está bem e o ele tecnicamente não atravessa uma boa fase. Como é que muda isso? Fazendo gol.

Rodrigo Faraco
Comentarista da CBN Diário e colunista do Hora de SC

A fase do Figueirense, a pressão, estão atingindo ele também. Por mais que a gente possa falar do meio de campo, ele não pode perder um gol como ele perdeu contra o Botafogo. Então, acho que tem um pouquinho pessoal dele também, de perda de confiança. No último jogo, contra o Coritiba, ele estava vindo no 10 e tendo que fazer o 9, então ele estava desabastecido. Quando o atacante sai da área e vai buscar no meio de campo é o primeiro sinal de que o time não está funcionando.

Roberto Alves
Comentarista da CBN Diário e colunista do DC

O esquema do Figueirense tem que ser revisto. Há também intranquilidade, a pressão que o Figueirense está sofrendo. E o Rafael Moura está isolado na frente. Ele invariavelmente é centroavante, mas na maioria do tempo de jogo ele está na meia esquerda, vindo buscar a bola lá atrás, porque no Figueirense falta um meia, uma cabeça pensante, o homem que coloca a bola na frente do atacante para ele fazer o gol. Os meias estão apagados. O He-Man acaba morrendo a míngua.


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