Identificação das vítimas da queda do avião será por meio de impressões digitais - Esportes - Santa

Necropapiloscopia30/11/2016 | 12h48Atualizada em 30/11/2016 | 15h21

Identificação das vítimas da queda do avião será por meio de impressões digitais

Segundo autoridades colombianas, corpos estão em bom estado, o que deve auxiliar no processo de reconhecimento

Identificação das vítimas da queda do avião será por meio de impressões digitais Bruno Alencastro/Agência RBS
Pertences dos passageiros do voo da LaMia espalhados pelo local onde a aeronave caiu, perto de Medellín Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS

A identificação das vítimas do acidente com o avião que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, será feita por meio de impressões digitais. Segundo informaram autoridades colombianas, os corpos estão em bom estado, o que facilitará o trabalho das equipes envolvidas na tarefa no Instituto de Medicina Legal.

Chamado de necropapiloscopia, o método geralmente é empregado em casos de morte recente e quando o cadáver está preservado – corpos em avançado estado de decomposição inviabilizam a técnica. As impressões digitais são coletadas por meio de entintamento (aplica-se tinta nos dedos, que depois são pressionados sobre uma superfície, onde ficam gravadas as impressões digitais) ou com o auxílio de um coletor digital (procedimento semelhante ao utilizado para a confecção de documentos). 

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Não há detalhes a respeito de como os papiloscopistas colombianos estão trabalhando, mas se costuma comparar essas imagens com as de uma base de dados de indivíduos. Cotejá-las com as impressões digitais contidas em documentos impressos – recolhidos em meio aos destroços ou levados por familiares, por exemplo – seria mais difícil. Outros detalhes (roupas, tatuagens, acessórios) poderiam auxiliar no processo de reconhecimento. 

No Rio Grande do Sul, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) dispõe de uma base de indivíduos com 7,3 milhões de pessoas cadastradas. Diretor-geral do IGP, Cleber Müller afirma estar aguardando um possível contato da Colômbia solicitando auxílio na identificação ou o envio de dados de passageiros mortos. 

Müller destaca a experiência do IGP na identificação de vítimas em três tragédias: o incêndio em um supermercado do Paraguai, em 2004, o acidente com um avião da TAM em São Paulo (2007) e o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (2013).

– Nos colocamos à disposição agora – diz Müller.


 
 

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