Rubens Angelotti promete gestão com transparência à frente da Federação Catarinense de Futebol - Esportes - Santa

Entrevista22/12/2016 | 16h15Atualizada em 22/12/2016 | 16h26

Rubens Angelotti promete gestão com transparência à frente da Federação Catarinense de Futebol

Mandatário concedeu entrevista ao programa Debate Diário nesta quinta

Rubens Angelotti promete gestão com transparência à frente da Federação Catarinense de Futebol Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Rubens Angelotti, presidente da Federação Catarinense de Futebol, concedeu entrevista ao programa Debate Diário, da CBN Diário desta quinta-feira. Entre os assuntos abordados, Angelotti falou sobre o futuro da entidade, competições e relação com a CBF. O novo mandatário, que fica no cargo, pelo menos até abril de 2019, prometeu muita seriedade, humildade e trabalho correto.

Rubens Angelotti é natural de Curitiba e assume a presidência da FCF aos 63 anos. Ele ocupará o cargo no lugar de Delfim Pádua Peixoto Filho, uma das vítimas do acidente com o avião da Chapecoense, no final de novembro, na Colômbia.

Confira os principais tópicos da entrevista.

Futuro da FCF
Vou encarar esse desafio, vou ouvir muito os clubes, trabalhar muito aberto, acho que os clubes, junto com a FCF, é o que vai fortalecer ainda mais o Campeonato Estadual e o futebol catarinense.

Preparado para o cargo
Estou preparado e o que eu não sei, eu vou aprender. Eu acho que que ninguém sabe nada, a gente aprende todo o dia, principalmente no futebol, mas com vontade a gente aprende. Muito trabalho e seriedade, esse é meu lema. Governar com as portas abertas com pessoas corretas e sérias ao meu lado, se não for assim, tá fora. Tem que ser correto, porque não vai ser correto?

Possíveis mudanças na Federação
Atualmente eu não pensei em mudanças. O Defim deixou a FCF muito alicerçada. Acho que se todos eles continuarem trabalhando correto, aceitando o meu modo de administrar, que talvez seja diferente, se eles acatarem, então não tem porque mexer. Mas se eles não corresponderem meu pensamento, modo de agir, é diferente, mas no momento não penso.

Não conheço nada da FCF, vou aprender com muita vontade, escutando a opinião dos clubes, da imprensa, das ligas, para depois toma ras decisões.

Forma de gestão diferente da do Delfim?
Vou governar junto com os clubes, escutar as pessoas que vão me dar apoio, não vai ser ditadura, vai ser aberta, mas lógico que a decisão é minha, com transparência.

Relação com a CBF
Estive na CBF à convite do Marco Polo Del Nero (presidente da CBF). Ele me convidou para bater um papo, para me conhecer, conversamos bastante e quero trazer ele pro meu lado, a FCF tem que estar unido com a CBF, órgão maior do futebol brasileiro, não posso romper com a CBF. Delfim tinha um problema com a CBF, mas nós temos que ter a entidade ao nosso lado.

A notícia para assumir
Primeiro, quando veio a noticia que a vaga era minha, falei com a minha família, tenho meus negócios em Criciúma, negócio familiar e a família deu apoio. Ninguém esperava. Sou sincero, não esperava vir a ser o presidente. Fui ser vice a pedido da indicação do presidente Antenor Angeloni, ele achou que eu era a pessoa, por me conhecer, mas jamais imaginava assumir, tanto que o vice mais velho na época era o Zunino, ele veio a falecer e o Delfim não colocou ninguém no lugar do Zunino, aí aconteceu o que aconteceu.

Criciúma e Balneário Camboriú
Estou organizando a minha vida, eu não vou ficar o tempo todo na FCF. Principalmente no início, pretendo ficar de segunda a quinta. Saio segunda de manhã de Criciúma, quinta a tarde vou embora, despachar a semana toda. Futuramente eu não vou ficar todos os dias, vou começar a viajar mais.

Campeonato Catarinense
Já estava tudo encaminhado, até pelo estatuto do torcedor, uma ou duas datas foram alteradas e o resto não tem como mexer, tudo definido, mesmo molde do ano passado e a tabela já está divulgada.

Estatuto e reeleição
Meu propósito é convocar uma assembleia para ter mudança no estatuto. Ter um mandato e mais um, no máximo. Não quero e não pretendo ficar 30 anos. Oito anos no máximo. Se gostarem do meu trabalho, eles (clubes) que vão decidir. Está para vir uma lei federal, tramitando com esses bloqueios, para ter apenas uma reeleição, mas caso não venho eu vou propor em assembleia para mudar o estatuto.

Ajuda aos clubes
Tenho um pensamento comigo que vou tentar fazer e ajudar, buscar verba não sei aonde, mas vou tentar na minha gestão melhorar os gramados dos estádios. Gramados do Tubarão, Brusque, Inter de Lages, Barroso. Vai um jogador lá e arrebenta uma perna, pelo mau estado do gramado, temos que evitar isso. Avaí tem gramado bom, Criciúma, Chapecoense, dos que passaram pela Série A, todos têm, com exceção um pouco do Joinville. Tenho isso em mente, mas se vou conseguir não sei, mas vou tentar.

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