"As pessoas queriam tirar foto comigo antes do acidente, hoje elas choram", diz Neto - Esportes - Santa

Chapecoense10/01/2017 | 16h46Atualizada em 10/01/2017 | 16h46

"As pessoas queriam tirar foto comigo antes do acidente, hoje elas choram", diz Neto

Ainda abalado, jogador já planeja o retorno ao gramado da Arena Condá

"As pessoas queriam tirar foto comigo antes do acidente, hoje elas choram", diz Neto /
Ainda abalado, jogador já planeja o retorno ao gramado da Arena Condá. Foto: Sirli Freitas - Divulgação
Luiz Barp e Especial

Ainda muito abalado, o zagueiro Neto conversou novamente com a imprensa na tarde desta terça-feira na sede da Chapecoense. Caminhando com o auxílio de muletas, o sobrevivente do acidente com o avião da Chapecoense voltou a se apegar na fé para justificar sua sobrevivência e falou na paciência que é preciso ter enquanto se recupera.

— As pessoas queriam tirar foto comigo antes do acidente, hoje elas choram — disse.

Neto recordou com saudosismo as alegrias que já deu à Chapecoense nas duas temporadas que jogou pelo clube. Contudo, ao ser questionado, disse que não saber o que representa para o time e os atuais jogadores que estão compondo o elenco em 2017.

— A importância do Neto para a Chapecoense? Eu não consigo ter esse parâmetro. Eu fui um atleta importante para as conquistas, mas o que estou passando é muito novo. Eu entendo, mas foge de mim — complementou, emocionado.

Mesmo assim, o zagueiro disse que, talvez, seja um exemplo de força. Ao falar sobre os novos atletas que estão sendo apresentados ao longo dos últimos dias, contou que procura repassar a imagem da Chape como um  time diferenciado.

— Aqui a vaidade fica de fora e isso permaneceu. Tento passar isso aos novos e passar um pouco do que eu vivi como atleta — complementou.

Recuperação e vontade de jogar

Com a previsão médica de voltar em meio ano, o sobrevivente diz que tem tido uma boa evolução na sua recuperação. A expectativa é de que, daqui um mês, ele tenha um panorama melhor de sua situação.

 — No começo eu estava mais ansioso porque um atleta que tem lesão consegue corrigir rápido, mas sei que comigo vai demorar mesmo — complementou.

As principais deficiências hoje são uma lesão na região lombar, o joelho e os tendões, onde sofreu rompimentos em virtude do acidente na Colômbia. Mesmo assim, o jogador relatou que espera pelo momento que vai voltar a jogar e mesmo quando está em casa não perde a chance de acompanhar o futebol.

— Fico vendo TV e imaginando quando eu estiver jogando. Quando me vejo entrando em campo eu me emociono — concluiu.

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