Augusto Ittner: Os três desafios de Egídio Beckhauser frente à Fundação Municipal de Desportos - Esportes - Santa

Secretariado08/02/2017 | 20h06

Augusto Ittner: Os três desafios de Egídio Beckhauser frente à Fundação Municipal de Desportos

Atual coordenador técnico do Metropolitano foi confirmado como novo presidente da FMD

Augusto Ittner: Os três desafios de Egídio Beckhauser frente à Fundação Municipal de Desportos Augusto Ittner/Agência RBS
Atual coordenador técnico do Metropolitano, Egídio assume o comando da FMD. Foto: Augusto Ittner / Agência RBS



Ele nem sentou na cadeira de presidente da Fundação Municipal de Desportos (FMD) ainda. Muito embora já tenha se reunido com importantes dirigentes do esporte em nível Estadual, Egídio Beckhauser não teve tempo de parar e pensar naquilo que vai fazer daqui para frente — até porque teve que embarcar com a delegação do Metropolitano para Joinville.

As prioridades abaixo são um combo daquilo que escrevi durante o período eleitoral do ano passado (em matéria publicada pelo Santa no dia 29 de agosto de 2016). O tempo de tapinhas nas costas e promessas já passou, é verdade, o que aumenta o nível de responsabilidade dos compromissos que forem assumidos daqui para frente. Para o esporte de Blumenau voltar a crescer e ter evidência em todo Brasil, é preciso deixar a zona de conforto.

Ao novo presidente da FMD:

• Pense no Galegão não somente como um local para cultos de igreja, casamentos coletivos e recreação infantil. Pense no nosso Ginásio Sebastião Cruz como o palco municipal dos grandes eventos esportivos. O coração do esporte precisa pulsar ali. Para isso acontecer, corrija um erro de anos atrás. Amplie a quadra. Não invente desculpas. O Galegão precisa ser reformado para voltar a receber o futsal e o handebol, modalidades que até pouco tempo atrás nos trouxeram grandes alegrias. “Ah, mas não há recursos”. Busque. Pelo menos tente. É isso que os amantes do esporte esperam.

• Crie programas de alto rendimento, mas alto rendimento mesmo, sem que a prática do esporte seja apenas uma diversão para preencher as horas do dia a dia dos nossos jovens. É óbvio que o desenvolvimento de crianças é importante, mas chega de pensar só nelas. É hora de sair da caixa. Pense no atleta que essa criança pode se tornar. Pense em dar um futuro para ela esportivamente falando, aproveitando o empurrão dado pelo Jogos Olímpicos, poucos meses atrás.

• Encontre formas de aproximar novamente a iniciativa privada dos clubes que, por si, geram os nossos atletas. Chega de rifas, de carreteiros, feijoadas e pedágios em semáforos. Chega de esmola. Sejamos referência na gestão esportiva com projetos e ideias alternativas para, de uma vez por todas, voltarmos a ser aquela Blumenau que lota estádios e ginásios e exporta nomes mundo afora. Não aquela que fica regurgitando conquistas do passado e tirando a poeira de 41 troféus de Jogos Abertos que, se nada de novo for feito, ficarão apenas na memória.

No mais, presidente, só uma coisa a dizer: bom trabalho. Capriche.

JORNAL DE SANTA CATARINA

 
 

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