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Imbróglio27/03/2017 | 15h13Atualizada em 27/03/2017 | 18h39

Chapecoense é impedida de treinar no CT por divergência em contrato

Família que cedeu o local por comodato cobra repasse de valores

Chapecoense é impedida de treinar no CT por divergência em contrato Sirli Freitas/Chapecoense
Centro de Treinamento da Água Amarela é bastante utilizado pela Chapecoense para evitar danos ao gramado da Arena Condá Foto: Sirli Freitas / Chapecoense
darci debona

Chapecoense vai treinar na tarde desta segunda-feira na Arena Condá. A família proprietária da área onde fica o Centro de Treinamento da Água Amarela impediu o acesso do clube. De acordo com um dos sócios da propriedade, Evandro Baldissera, a Chapecoense não está cumprindo alguns itens do contrato de comodato, assinado há cinco anos. 

Um dos pontos questionados é o repasse de 7% do valor que a Chapecoense recebe na venda de jogadores formados no clube. Neste caso se encaixariam o lateral Fabiano, vendido ao Cruzeiro; e os meias Hyoran, vendido ao Palmeiras, e Shailon, cedido ao São Paulo.

— A gente não quer o mal da Chapecoense, mas tomamos essa medida pois várias vezes tentamos acertar isso e não fomos recebidos — disse Baldissera.

Ele afirmou que há cinco anos a situação da Chapecoense era diferente e ele apostou no crescimento do clube para ceder a área de 83 mil metros quadrados, onde há quatro campos.

Além do percentual de jogadores, o comodato prevê que os investimentos e obras feitas no local fiquem para os donos da área. No entanto, a Chapecoense estava negociando a compra definitiva da área.

— Estava 90% acertado, já tínhamos definido os valores, mas havia alguns ajustes finais, só que com a tragédia foi tudo por água abaixo - afirmou Baldissera, que estava negociando a venda com o ex-presidente Sandro Pallaoro, uma das vítimas do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense na Colômbia. 

O presidente da Chapecoense, Plínio David De Nês Filho, disse que houve um mal entendido:

— Nós reconhecemos a boa vontade que a família Baldissera sempre teve com a Chapecoense, mas presido um clube que tem normas e contratos a cumprir — afirmou o presidente.

Ele reconheceu que há uma cláusula que prevê o pagamento de percentual para os proprietários da área. Disse que havia uma reunião programada para tratar do assunto e que a Chapecoense tem muitos problemas para resolver diante dos acontecimentos recentes.

Uma reunião está marcada para às 17h30min de hoje na sede do clube para resolver a situação. De Nês alertou que um impeditivo para a Chapecoense adquirir a área é que no local foi criado o Grêmio Esportivo Baldissera, que ainda usa parte da estrutura, dificultando a negociação.

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