Ascensão da Chapecoense no Estadual surpreende os dirigentes - Esportes - Santa

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Verdão11/04/2017 | 07h00Atualizada em 11/04/2017 | 07h00

Ascensão da Chapecoense no Estadual surpreende os dirigentes

Verdão venceu últimos sete jogos entre Catarinense e Recopa

Ascensão da Chapecoense no Estadual surpreende os dirigentes NELSON ALMEIDA/AFP
Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
darci debona

Ao vencer o Metropolitano por 3 a 1 fora de casa, a Chapecoense chegou a sete vitórias seguidas, sendo seis no Estadual e uma na Recopa, além de atingir 90,5% de aproveitamento no returno do Catarinense. A última derrota foi no dia 16 de março, para o Lanús, pela Libertadores. A recuperação do time surpreende até mesmo a diretoria, empolgada com os recentes resultados.

– Foi uma surpresa positiva, pois mesmo confiando no grupo, a gente não imaginava que iria engrenar tão rápido assim, com um jogador de cada canto do país – afirmou o vice-presidente de futebol do clube, Nei Maidana.

Ele lembrou que o tempo para montar uma nova equipe foi muito curto e o clube teve que contar com a solidariedade de alguns times que auxiliaram com o empréstimo de jogadores, até com parte dos salários pagos.

Para o dirigente da Chapecoense, o diferencial foi que o Verdão conseguiu manter a metodologia que vinha sendo seguida desde 2006, com a contratação de jogadores com o perfil do clube, evitando atletas com problemas extracampo. Maidana entende que a Chapecoense está começando a formar uma nova família.

Para o diretor de futebol, João Carlos Maringá, mesmo antes da derrota para o Lanús a Chapecoense já vinha de uma sequência de sete jogos sem derrota. Das quatro derrotas na temporada, três foram nos oito primeiros jogos, quando o time ainda estava em formação.

Confiante, time arrisca mais

De acordo com o dirigente, foi importante a manutenção de uma base do time titular para ganhar entrosamento. E, após as vitórias, veio a confiança.

– O jogador com confiança arrisca mais – ponderou.

Maringá também destacou que a característica do time também faz com que a Chapecoense não se contente em ficar atrás, tocando a bola.

– Nosso time é louco para atacar. Ele rouba a bola e já parte para o ataque – destacou.

Prova disso são os 21 gols em sete jogos do returno, média de três por partida. Enquanto isso, a defesa foi vazada apenas em quatro ocasiões. Apesar de estar muito próximo do título do returno e da conquista da Taça Sandro Pallaoro, o dirigente disse que o time precisa manter o equilíbrio e evitar euforia.

Maringá afirmou que a Chapecoense sabe que, mesmo sendo difícil o Catarinense, tem que melhorar bastante para o Campeonato Brasileiro.

Por isso, a diretoria está indo atrás de reforços, até para dar conta de todas as competições que o clube tem para disputar. Além do zagueiro Victor Ramos, que teve seu nome publicado ontem no Boletim Informativo Diário da CBF, o clube busca mais três a quatro reforços. Um meia, um volante e mais um atacante de lado são as prioridades para reforçar o grupo.

Fatores que contribuíram para a reação

Manutenção de um time base
O técnico Vagner Mancini manteve uma base titular que foi ganhando entrosamento.

Plantel qualificado
A Chapecoense tem um plante qualificado, com folha salarial próxima de R$ 2 milhões por mês, que permite utilizar bem o banco. Em vários jogos, os atletas que decidiram a partida saíram do banco.

Apelo emocional
O pedido da direção para que conquistasse a Taça Sandro Pallaoro, em homenagem ao ex-presidente, uma das 71 vítimas do acidente aéreo na Colômbia, virou objetivo de todos.

Perfil de jogadores
A Chapecoense conseguiu montar um grupo com o mesmo perfil com o qual trabalha nos últimos anos, unindo força e velocidade


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