Com um a menos, Metropolitano perde para a Chapecoense em Blumenau - Esportes - Santa

Versão mobile

Campeonato Catarinense09/04/2017 | 18h02Atualizada em 09/04/2017 | 18h02

Com um a menos, Metropolitano perde para a Chapecoense em Blumenau

Time largou na frente, mas acabou amargando placar de 3 a 1 para a equipe do Oeste

Com um a menos, Metropolitano perde para a Chapecoense em Blumenau Lucas Correia/Agencia RBS
Chape acabou levando a melhor e se mantém na briga pelo título do returno Foto: Lucas Correia / Agencia RBS

É até difícil buscar na memória quando foi a última vez que o Estádio do Sesi estava com um clima tão positivo em sua verdes arquibancadas. Antes mesmo da abertura dos portões, às margens da Rua Itajaí, uma pequena fila se formava para a compra do ingresso — algo inimaginável para uma equipe integrante da zona do rebaixamento, com uma campanha irregular cujo melhor público até então mal havia passado de mil testemunhas.

Aos olhos dos mais leigos, era apenas mais um dia de futebol. Para os que acreditam no futebol de Blumenau, era um domingo para as coisas serem diferentes. Até o mau tempo – que parecia querer tomar conta do fim de semana – deu lugar a discretos raios de sol, suficientes aquecer o ambiente. Como se precisasse. Com o estádio lotado, os filamentos de mercúrio já indicavam que as coisas pelas bandas do Vorstadt teriam alguns graus Celsius a mais.

E teve. É só para perguntar para qualquer um dos 3.159 presentes na tarde de ontem no Sesi. Seja motivo para alegria, euforia, até um misto de indignação e lamentação. E isso só no primeiro tempo. Primeiro com o gol que abre o placar com Trípodi, precedido pelo empate da Chapecoense, a expulsão de Júnior Fell e a virada do lado oestino da história.

Aí veio a etapa final e, pelo menos em seus primórdios, parecia que o terceiro gol da Chape era apenas uma questão de tempo. Nos desesperos ofensivos de quem precisava marcar tanto quanto o corpo humano necessita do coração para bombear sangue, o Verdão de Blumenau deixava seus flancos tão suscetíveis à entrada do inimigo quanto estava a Alemanha ao fim da Segunda Guerra Mundial. Até que com artilharia pesada Wellington Paulista anotou o terceiro da Chapecoense e seu segundo no jogo. Inofensivo como os ataques palestinos a Israel, o Metrô, a partir de então, apenas assistia ao jogo, enquanto com um ou outro pedregulho tentava incomodar a retaguarda adversária.

O que era para ser uma tarde de redenção, um dia singular, se transformou em apenas mais um domingo comum entre tantos que o Metropolitano viveu no Campeonato Catarinense. O Estádio do Sesi, antes abarrotado de torcedores foi gradativamente ficando vazio a partir dos 30 minutos do segundo tempo. Sem esperanças de ver qualquer reação – pelo menos na partida, é claro – a torcida deixava as cadeiras com o sentimento de desgosto e, ao mesmo tempo, de aflição com aquilo que ocorrerá nas rodadas finais. Faltando dois jogos para o fim do Estadual, o clube ainda tem chances de escapar do rebaixamento, mas para isso terá de apagar a má atuação e injetar uma boa porção de ânimo.

Na próxima rodada, o Metropolitano volta a jogar em casa: enfrenta o Criciúma, no Sesi, domingo, às 18h30min. O time segue dois pontos atrás do Inter de Lages, que encara o Brusque, em casa, um pouco mais cedo, às 16h. Já a Chape recebe o Joinville em casa, em confronto que pode decidir o título do returno à equipe do Oeste.

Jornal de Santa Catarina
Busca