Chapecoense é absolvida em julgamento do STJD - Esportes - Santa

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Alívio12/06/2017 | 16h13Atualizada em 12/06/2017 | 16h16

Chapecoense é absolvida em julgamento do STJD

Equipe não perderá mando de campo por confusão no jogo contra o Cruzeiro

Chapecoense é absolvida em julgamento do STJD Márcio Cunha/especial
Jogo contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, teve capítulos de violência em Chapecó Foto: Márcio Cunha / especial

Depois de duas derrotas em campo no Brasileirão pelo menos a Chapecoense conseguiu uma vitória nesta segunda-feira em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O clube foi absolvido da denúncia por desordem e objeto lançado da arquibancada que feriu o quarto árbitro no empate sem gols contra o Cruzeiro, na Arena Condá, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

O clube poderia pegar multa de até R$ 100 mil e perder mando de campo por até dez jogos. 

- O STJD entendeu que fizemos um grande esforço para identificar o torcedor que arremessou o objeto, o procurador elogiou nossa ação pois em seis anos não tinha visto tamanho esforço - informou o vice-presidente jurídico da Chapecoense, Luiz Antônio Pallaoro.

Inicialmente um torcedor foi encaminhado para a Justiça Presente, no estádio, mas depois, pelas imagens, foi verificado que se tratava de outra pessoa. O clube identificou a pessoa pelas imagens e conseguiu localizar o torcedor, que era de Concórdia. Um depoimento em vídeo foi mostrado na defesa.

Também foram absolvidos o técnico da Chapecoense, Vagner Mancini, o técnico do Cruzeiro, Mano Menezes, e o lateral do Cruzeiro, Diogo Barbosa.

Foram suspensos dois jogadores da Chapecoense por desrespeito à arbitragem. Victor Ramos e Reinaldo foram expulsos após a partida por ofensas ao árbitro. O zagueiro terá que cumprir um jogo de suspensão e, o lateral, dois jogos. Eles devem ser cumpridos no Brasileirão.

Os diretores Rui Costa e João Carlos Maringá também pegaram 15 dias de suspensão, que é a pena mínima.


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Confira o relato da súmula da partida na íntegra:

"Após o término da partida, o atleta nº 80, Victor Ramos Ferreira, da equipe da Chapecoense, veio na direção da equipe de arbitragem e de frente para mim e apontando o dedo por cima do escudo de proteção dos policiais, proferiu as seguintes palavras: "Você é um filho da p***, um safado!" Em virtude do tumulto ao redor da equipe de arbitragem e da confusão generalizada, o cartão vermelho não pôde ser mostrado no campo de jogo. Desta forma, a expulsão foi informada na comunicação de penalidades.

Após o término da partida, o técnico da equipe da Chapecoense, Sr. Vagner Carmo Mancini, invadiu o campo de jogo e se dirigiu à equipe de arbitragem para questionar e protestar contra decisões tomadas em campo.

Logo após a chegada do policiamento, dois dirigentes da equipe da Chapecoense, identificados como Sr. Rui Costa e Sr. João Carlos, conhecido como "Maringá", invadiram o campo, se dirigiram à equipe de arbitragem fazendo ameaças verbais. O primeiro disse: "Aqui é trabalho e nenhum vagabundo vai estragar isso, seu filho da p***." O segundo proferiu as seguintes palavras: "Você vai se f**** seu filho da p***, você tem que se f****."

Ao sair do campo, escoltados pela polícia, uma pedra foi arremessada da arquibancada onde se situava a torcida da Chapecoense, atravessou os escudos de proteção, atingindo o quarto árbitro, Sr. Evandro Tiago Bender, no rosto (supercílio e abaixo do olho) causando ferimento nas duas regiões. Este fato foi registrado no boletim de ocorrência com número de protocolo 2828191, feito no vestiário pelo policiamento local. O exame de corpo de delito será anexado assim que realizado.

Cabe relatar que, ainda dentro de campo, e protegidos pela polícia, identificamos uma confusão generalizada na zona mista. Contudo, devido à nossa posição no campo, não foi possível identificar o que iniciou tal incidente e os infratores envolvidos".


 
 
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