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Moscou16/06/2017 | 16h54

Copa das Confederações testa dispositivo de segurança russo

A Copa das Confederações começa neste sábado com um duelo entre Rússia e Nova Zelândia em São Petersburgo e uma promessa do país anfitrião de que não se repetirão os incidentes violentos que assombraram a Eurocopa da França-2016.

A um ano de sediar a Copa do Mundo, a Rússia espera que durante a Copa das Confederações o futebol seja a única coisa na mente dos torcedores, deixando para trás a preocupação com o comportamento violento dos 'hooligans' russos e com a crescente onda de racismo na sociedade russa.

A Copa das Confederações, de 17 de junho a 2 de julho, se apresenta como uma espécie de ensaio geral para a Copa do Mundo no que se refere à organização do torneio, apesar da grande diferença no número de participantes (8 para 32) e no volume de torcedores entre as duas competições.

"A Rússia é um país completamente seguro e estou convencido de que nossos torcedores se comportarão", declarou recentemente o vice-primeiro-ministro, Vitaly Mutko, à agência TASS.

"Todos nós, assim como aqueles que vêm de visitar, devemos respeitar a cultura e as tradições russas. Nosso país é seguro e aberto", completou Mutko, que também é o presidente da Federação Russa de Futebol.

Mas a violência que pode ser provocada por hooligans russos, protagonistas de graves incidentes há um ano em Marselha, durante a Eurocopa, não é a única preocupação dos serviços de segurança.

Após o atentado de 22 de maio em Manchester, onde morreram 22 pessoas que assistiam a um concerto da cantora pop norte-americana Ariana Grande, as medidas de segurança foram reforçadas nas quatro sedes da Copa das Confederações: Moscou, São Petersburgo, Sochi e Kazan.

Os torcedores que querem assistir a uma das partidas do torneio terão que se registrar antes para receber uma espécie de carteirinha de identidade, que será imprescindível para o acesso aos estádios.

Além da violência e do temor dos atentados, preocupa também a crescente onda de racismo na sociedade russa, como ficou evidente em maio deste ano durante o carnaval de Sochi, em que um grupo participante quis homenagear os países participantes da Copa das Confederações e optou por representar Camarões pintando a cara dos integrantes de preto e dando-lhes banana para comer.

Além do campeão africano, disputam a competição Chile, México, Austrália, Nova Zelândia, Portugal, Alemanha e Rússia.

- Episódios racistas -

A cidade de Sochi insistiu em comunicado que o desfile era "a celebração dos diversos continentes e o testemunho de uma Rússia de mente aberta", e que "de nenhuma maneira o desfile de carnaval quis insultar alguém".

Os antecedentes de episódios de racismo no futebol russo levantaram questionamentos sobre se os jogadores negros serão bem-vindos durante a Copa do Mundo.

Nos últimos cinco anos houve numerosos incidentes racistas em partidas de futebol realizadas na Rússia.

Nesta última temporada, em duelo válido pela Liga dos Campeões entre Rostov e PSV, torcedores locais lançaram bananas contra um jogador negro da equipe holandesa.

Na primeira rodada do Campeonato Russo o ganês Emmanuel Frimpong foi expulso de campo ao dedicar um gesto obsceno a torcedores do Spartak Moscou que gritavam cantos racistas.

O atacante brasileiro Hulk, na época estrela do Zenit São Petersburgo, afirmou que era "uma vergonha" os incidentes racistas que aconteciam "quase todo jogo" do Campeonato Russo.

"Se acontecer durante a Copa do Mundo, será algo realmente muito grave e realmente muito feio", alertava o brasileiro, hoje jogador do Shanghai SIPG, da China.

* AFP

 
 

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