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Doha14/06/2017 | 10h32Atualizada em 14/06/2017 | 10h46

Fossati diz ter comandado "muito provavelmente" último jogo com a seleção do Catar

Ex-treinador do Inter deve deixar comando da seleção asiática

Fossati diz ter comandado "muito provavelmente" último jogo com a seleção do Catar KAZUHIRO NOGI/AFP
Foto: KAZUHIRO NOGI / AFP
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O uruguaio Jorge Fossati comandou na terça-feira, "muito provavelmente", sua última partida como técnico do Catar, apesar da surpreendente vitória de sua seleção sobre a Coreia do Sul por 3 a 2, em jogo válido pelas Eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo de 2018.

O próprio técnico anunciou à imprensa de que provavelmente deixará o cargo.

— Não gosto da ideia de deixar a seleção, mas às vezes é preciso fazer o que se considera justo, não o que é melhor do ponto de vista pessoal — completou o uruguaio.

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Fossati pediu também para que os dirigentes do futebol do Catar colocassem em ação um plano a longo prazo para a seleção.

As declarações de Fossati pegaram de surpresa o presidente da Federação do Catar, Hamad Bin Khalifa Bin Ahmed Al-Thani, que espera se reunir com o treinador antes de tomar uma decisão.

Fossati, 64 anos, chegou ao Catar em setembro do ano passado, substituindo o compatriota José Carreño, que havia perdido as duas primeiras partidas nas Eliminatórias. Antes, Fossati já havia treinado o Catar entre julho de 2007 e setembro de 2008.

Ao que tudo indica, caso deixe o cargo, Fossati deverá ser substituído pelo espanhol Félix Sánchez, técnico da seleção sub-23 do Catar.

Apesar da vitória de terça-feira, o Catar, que organizará a Copa do Mundo de 2022, ocupa a penúltima colocação do Grupo A das eliminatórias, com chances muito remotas de se classificar ao Mundial de 2018.

Para seguir com chances de classificação, o Catar precisa vencer os dois próximos jogos e esperar que o Uzbequistão, terceiro com 12 pontos, perca os respectivos compromissos. Com isso, assumiria o terceiro lugar, que vale o direito de disputar uma repescagem.

Fossati foi técnico do Inter em 2010, mas acabou demitido e substituído por Celso Roth durante a campanha que renderia ao clube o bicampeonato da Libertadores.

Jornal de Santa Catarina
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