"Não achava que seria tão rápido", afirma Mbappé à AFP - Esportes - Santa

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Paris14/06/2017 | 16h48

"Não achava que seria tão rápido", afirma Mbappé à AFP

Campeão da Ligue 1, convocado para a seleção principal da França e padrinho de uma associação com apenas 18 anos: "não pensava que isso iria acontecer tão rápido", afirmou Kylian Mbappé, nesta quarta-feira, em entrevista à AFP.

O jogador concedeu entrevistas pessoais para cinco meios de comunicação, durante visita na clínica Edouard Rist, em Paris, para a Associação "Premiers de cordée" (Primeiros escaladores). A instituição propõe iniciativas esportivas para crianças hospitalizadas.

Pergunta: Ser padrinho de uma associação com apenas 18 anos não é muito comum...

Resposta: "Não. Acho que não precisa ser visto desse jeito. Claro que se você pensar assim, não é comum. Não é por isso que eu estou fazendo, é em função dos meus valores aprendidos em família, que são compartilhar e ser solidário".

P: Você tinha imaginado que em seis meses seria campeão do Campeonato Francês e convocado para a seleção principal?

R: "Sempre tive muita imaginação desde pequeno, então não vou dizer que não imaginava. Imaginei triunfar rápido, apesar de não pensar que seria tão rápido. É claro que sempre pensei nisso, todos os jogadores que triunfaram acreditaram neles mesmos".

P: Essa confiança não poderia ser confundida com arrogância?

R: "Não. É uma força, é acreditar, apesar de só acreditar não ser suficiente. É preciso trabalhar e respeitar sempre as pessoas que te rodeiam. Penso que quando você respeita as pessoas, elas te respeitam de volta. Não é preciso atuar, tem que ser autêntico, como se é de verdade. Acho que eu sou assim, não interpreto nenhum papel particular. Sempre fui assim e tento continuar sendo".

P: Como você faz para ficar confortável, rodeado por tantos meios de comunicação?

R: "Faz parte da minha personalidade. Sempre fui um rapaz tranquilo, que não dá volta nas coisas. Depois, tive pessoas ao meu redor que sempre fizeram com que as coisas fossem fáceis, nunca tive dificuldades quando era criança. Isso permitiu que eu superasse os desafios que encontrei. É por isso que minha família teve lugar importante na minha vida, seja na minha carreira esportiva quanto humana".

P: A UNFP, sindicato de jogadores profissionais franceses, fez um videoclipe para valorizar o compromisso social dos atletas. É importante fazê-lo?

R: Eu vi. Passaram na concentração da seleção em Clairefontaine. A gente só vê o que o jogador faz no jogo, no campo, com estádio cheio, dinheiro, carros de luxo... Tentamos fazer muito mais pela sociedade, mas não para sermos queridos. É verdadeiro porque é o que somos, pessoas que dão felicidade dentro de campo, mas que tentam dar força para crianças ou outras ações fora do gramado".

P: Pedem muito de vocês?

R: "A profissão é assim. Todo mundo queria estar no nosso lugar. Não me incomoda que as pessoas esperem muito de mim. Quando era criança eu tinha ídolos e os jogadores de futebol são ídolos. Vocês nos colocam no limite, sem direito para errar. Isso faz com que seja um grande desafio, já que precisamos continuar nosso aprendizado, nos cuidando e fazendo o possível para ser um bom exemplo para essas crianças. Elas vão crescer e também serão exemplo. Assim eu espero".

P: Na terça-feira, contra a Inglaterra, vocês esteve prestes a marcar o primeiro gol com a seleção francesa...

R: "Não tive sorte, mas sei, e todo mundo sabe, que esse gol vai chegar".

* AFP

 
 

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