Augusto Ittner: Metrô contrata especialista para iniciar reconstrução administrativa - Esportes - Santa

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Futebol08/07/2017 | 22h25Atualizada em 08/07/2017 | 22h25

Augusto Ittner: Metrô contrata especialista para iniciar reconstrução administrativa

Profissional do direito esportivo ficará 12 meses no clube para fazer o diagnóstico e tratamento de problemas 

Augusto Ittner: Metrô contrata especialista para iniciar reconstrução administrativa Sidnei Batista/Divulgação
Foto: Sidnei Batista / Divulgação

Muito além de renegociar dívidas fiscais e trabalhistas: o Metropolitano assinou contrato na última quarta-feira com o advogado Luís Fernando Pamplona de Novaes – você inclusive deve lembrar desse nome, já que além de especialista em direito esportivo, Novaes é vice-presidente Financeiro do vôlei masculino de Blumenau e de vez em quando é citado aqui na coluna.

O acerto entre as partes prevê 12 meses de trabalho com o objetivo em um primeiro momento de reorganizar a área jurídica e equalizar as dívidas que o clube tem. Oficialmente o Metropolitano alega ter um débito com credores de R$ 1,5 milhão, porém o advogado contratado deixa claro que esse valor pode aumentar ou até diminuir em casos em que haja renegociação.

O primeiro passo é enquadrar o Metrô no Ato Trabalhista para centralizar em uma conta judicial os pagamentos àqueles a quem o clube deve. A ideia é ingressar com o pedido em 30 dias e, conforme Novaes, parcelar todo o montante da dívida em mais de uma centena – literalmente – de meses. O segundo passo será rever toda a estrutura administrativa, desde contratos com atletas até o estatuto.

Tudo para zerar erros e minimizar brechas que possam surgir com o decorrer dos anos. Na prática não será uma auditoria, como pode parecer, já que além de encontrar os erros, o dever de Novaes será fazer os encaminhamentos para solucioná-los.

O Ato Trabalhista é tido como a salvação da pátria para evitar que o Metropolitano se afunde em um mar de lama com dívidas e mais dívidas – foi, diga-se de passagem, a mesma saída que o Brusque encontrou recentemente para amenizar o mesmo problema.

O interessante disso é ver a atual diretoria se mobilizando para resolver um problema que se construiu gradativamente, e não ficar só na lamentação quanto à falta de apoio ou qualquer outra desculpa que seja sinônimo à ausência de dinheiro.

– A gente chega para trabalhar, diagnosticar problemas e tratá-los – revelou Novaes à coluna.

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