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Futebol11/09/2017 | 22h54Atualizada em 11/09/2017 | 23h22

'Teríamos nos classificado se eu tivesse assumido antes', diz Pingo

Técnico do JEC fala com exclusividade sobre a desclassificação da equipe na Série C. Oficialização da saída do Tricolor deve acontecer nesta terça-feira

'Teríamos nos classificado se eu tivesse assumido antes', diz Pingo Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Luiz Roberto Magalhães, o Pingo, técnico do Joinville em 11 dos 18 jogos da Série C, terá seu futuro definido nesta terça-feira. Informalmente, a diretoria do JEC informa que não renovará o contrato do comandante, mas a oficialização deve sair nesta terça. No entanto, se dependesse do treinador, o trabalho deveria ter sequência. Em entrevista exclusiva ao “AN”, Pingo afirmou que o JEC conseguiria a classificação para a segunda fase caso ele tivesse começado a gestão antes.

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– Só tive dois meses de trabalho. Neste período, alcancei quase 60% de aproveitamento. Tenho plena convicção de que teríamos nos classificado se eu tivesse assumido antes – avaliou.

Nas 11 partidas comandadas por Pingo, o JEC somou 18 pontos – cinco vitórias, três empates e três derrotas, um aproveitamento de 54% dos pontos. Foram 20 gols marcados e 13 sofridos.

Numa classificação hipotética, considerando os resultados apenas durante o período no qual Pingo foi treinador do Joinville, o Tricolor teria ficado na terceira colocação, um ponto atrás de São Bento e Tupi. Baseado neste retrospecto é que o joinvilense confiava na manutenção para a próxima temporada.

– Se for analisar, pelo trabalho que fiz, acho que sim (merecia ficar). Consegui 18 pontos em 11 partidas. Tivemos o ataque mais positivo da chave. Peguei tudo pela metade, gostaria de começar um trabalho do início.

Veja a entrevista completa:

Você já foi procurado pela diretoria (às 18 horas)?
Pingo – Ainda não. Estou esperando a ligação deles para discutirmos nosso futuro. 

Qual é a avaliação do seu trabalho?
Pingo –
Peguei a equipe do Joinville praticamente formada, com problemas financeiros e na última colocação. Muita gente dizia que iríamos cair. Tiramos a equipe da zona do rebaixamento e brigamos pela classificação até a última rodada. Só tive dois meses de trabalho. Ainda assim, consegui quase 60% de aproveitamento e tivemos o ataque mais positivo da chave. O trabalho foi bom.

Você quer permanecer no Joinville?
Pingo –
Claro. Meu desejo é ficar e fazer um trabalho desde o início. Tenho plena convicção de que teríamos nos classificado se eu tivesse assumido antes.

Você recebeu críticas de que faltava trabalho. Como avalia estas observações?
Pingo –
Isso me deixou chateado. Na cidade que eu nasci e moro, tem gente dizendo que eu não trabalho. Isso aí é brincadeira. Algumas críticas eu aceitei porque foram técnicas, mas estas não fazem sentido.

Não havia um exagero de descanso para os atletas?
Pingo –
Talvez isso tenha sido uma falta de informação. Nunca ficamos dois dias sem trabalhar. Nós demos sempre um dia de folga, algo que todo mundo faz no Brasil. Se você trabalhar com o jogador 48 horas após o jogo, você arrebenta o atleta. O que eu fiquei p... foi gente que nunca ia no treino ou que ficava de costas para a atividade, só no WhatsApp, dizer que só fazíamos coletivo. Os coletivos eram curtos, fazíamos trabalhos de bola parada, em campo reduzido. Não tem nada a ver essa história de só coletivo.

Qual foi seu erro no Joinville?
Pingo –
Acho que a coisa saiu da linha no jogo do Macaé. Se tivéssemos empatado, estaríamos classificados. Mas estou bem tranquilo, aceito todas as críticas. Elas me ajudam.

Você não acha que o Joinville foi ofensivo demais num duelo decisivo contra o São Bento?
Pingo –
Esta é uma crítica que aceito, mas, naquela ocasião, os jogadores que eu pretendia colocar não estavam bem. Por isso, optei por aquela formação.

Você acredita que irá permanecer?
Pingo –
Se for analisar, pelo trabalho que fiz, acho que sim. Foi um trabalho bom. Era meu sonho (dirigir o Joinville), foi algo que me acrescentou muito, independentemente de ficar ou não.




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