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Nova York08/09/2017 | 15h41

US Open tem final 100% americana e sem favorita

AFP
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Pela primeira vez desde 1998, o US Open vai coroar uma tenista americana que não tem Williams no sobrenome: as jovens Sloane Sthephens e Madison Keys entram em quadra, no sábado, em busca do primeiro título de Grand Slam de suas carreiras.

Muitos torcedores queriam ver Venus Williams chegando a decisão pela terceira vez nas quadras rápidas de Flushing Meadows, mas uma jovem 13 anos mais nova atrapalhou os planos da veterana.

Com um jogo ágil e agressivo, Stephens derrotou a adversária de 37 anos com parciais 6-1, 0-6, 7-5 na semifinal de quinta-feira.

"Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo, o que precisa para chegar aqui", comentou Stephens após a vitória.

Recuperação e sonho foram os motivos que levaram Stephens a sua primeira final de Grand Slam, no último torneio da categoria no ano.

A tenista ficou 11 meses afastada das quadras depois de machucar o pé esquerdo e precisar operar. Mas Stephens se recuperou e venceu 14 dos últimos 16 jogos, antes de encontrar a compatriota Madison Keys na decisão.

Stephens ganhou 310.000 dólares este ano. Caso conquiste o título, levaria para casa o troféu e 3,7 milhões de dólares. Façanha incrível para quem estava com uma bota no pé durante o processo de recuperação no Aberto da Austrália.

"Sou uma verdadeira lutadora, tenho muita coragem e não me rendo", comentou Stephens. "Não vou deixar que tirem isso de mim e vou garantir que darei tudo que tenho e deixar tudo em quadra a todo momento".

Pouco mais de uma hora depois da emocionante vitória sobre Williams, Madison Keys, de 22 anos, atropelou CoCo Vandeweghe em dois sets a zero para conquistar sua final inédita em Grand Slam.

A jovem promessa precisou de apenas 1 hora e 6 minutos para selar a vaga na decisão.

Vai ser a primeira final totalmente americana sem uma das irmãs Williams, Venus e Serena, desde que Martina Navratilova derrotou Chris Evert em 1984.

"Não acho que exista outra palavra para descrever que é incrível para mim e Maddie", disse Stephens.

"Estamos seguindo os passos de Venus, ela esteve aqui, representa o jogo tão bem como uma mulher afro-americana. Maddie e eu estamos aqui para nos unirmos a ela e representar tão bem como ela o fez até agora", acrescentou.

- De 957 a 22 -

A derrota de Venus Williams pode ser ideal para os Estados Unidos assistirem de perto o futuro do tênis do país, muito além das irmãs Williams.

Com sua vitória nas semifinais, Stephens vai subir à 22ª posição do circuito WTA, apenas um mês depois de ocupar a 957ª colocação. A tenista pode ser a segunda não cabeça de chave a conquistar Flushing Meadows, desde Kim Clijsters em 2009.

Keys, que entrou no torneio como a 16ª favorita ao título, pode entrar no Top 10 na semana que vem.

Ela e Stephens se enfrentaram apenas uma vez, na primeira rodada do torneio de Miami, em 2015. Sloane venceu o jogo por dois sets a zero.

"Sloane é uma nova pessoa neste momento", disse Keys após conquistar a vaga na final. "Ela está muito feliz de estar em quadra outra vez e está jogando muito bem", concluiu.

* AFP

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