Quatro destaques da final da Libertadores entre Lanús e Grêmio - Esportes - Santa

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Buenos Aires27/11/2017 | 18h52

Quatro destaques da final da Libertadores entre Lanús e Grêmio

AFP
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O Grêmio está decidido em aproveitar a vantagem mínima da vitória por 1 a 0 no jogo de ida para conquistar a Copa Libertadores pela terceira vez, enquanto o Lanús busca o primeiro título da competição para coroar o crescimento exponencial nos últimos anos.

1. Choque de estilos

A final vai ter dois times com propostas muito diferentes. Choque de estilos com o selo dos treinadores, o argentino Jorge Almirón e o brasileiro Renato Gaúcho.

Ambos têm personalidades opostas: Almirón é sério, introvertido e suas ordens no banco de reservas são dadas como se fossem conselhos para uma criança. Já Renato gesticula com intensidade, se mexe muito e não tem muitos filtros na hora de dar declarações.

O Lanús tem uma devoção quase religiosa para ter a posse de bola. Com movimentos precisos que nascem na área defensiva, irrita os adversários que assistem a pelota correr por todos os lados do campo, esperando a hora certa de acelerar e atacar.

Lautaro Acosta é o responsável por ditar o ritmo do jogo e dar passes decisivos para o veterano José Sand, centro-avante clássico com faro de gol.

Do outro lado, o Grêmio é um time mais direto e com menos posse de bola, apostando em contra-ataques e no talento de Luan, que tem sete gols e é o cérebro da equipe gaúcha.

2. Vantagem pequena

Todos reconhecem. A vitória por 1 a 0 na partida de ida em Porto Alegre não deu a tranquilidade para o Imortal comemorar o título antes da partida decisiva.

O Tricolor não encheu os olhos jogando em sua Arena, para mais de 55 mil torcedores, e não deve mudar o estilo para a partida de volta.

A equipe foi conservadora e se tornou mais agressiva no segundo tempo, quando Cícero conseguiu o gol do jogo aos 37 minutos. Antes, o Grêmio criou poucas chances de perigo ao gol de Esteban Andrada.

O técnico Renato Gaúcho avalia que, por obrigação, o Lanús vai adiantar as linhas para buscar o resultado. A estratégia abriria espaços livres para o time criar jogadas e aproveitar o contra-ataque.

Mas um dado chave é que a final não tem a vantagem do gol marcado fora de casa, diferentemente de todas as fases anteriores da competição.

O Grêmio conta com o empate para se sagrar tricampeão, enquanto o Lanús precisa vencer por mais de um gol de diferença para conquistar o título. Vitória simples leva o jogo para prorrogação e pênaltis, caso o resultado se mantenha no tempo extra.

3. A Fortaleza

O estádio do Lanús foi batizado há dois anos como La Fortaleza, nome justificado nas últimas fases da Libertadores.

A primeira proeza aconteceu quando o time venceu o San Lorenzo por 4 a 3 nos pênaltis, depois de vencer por 2 a 0 no tempo regulamentar para continuar vivo na competição. Mas a façanha maior aconteceu contra o poderoso River Plate, na semifinal.

O time perdeu por 1 a 0 no jogo de ida fora de casa, no estádio Monumental, e começou perdendo por 2 a 0 jogando em casa. Por conta do gol sofrido em seu estádio, o Lanús precisava de quatro gols para se classificar. O time conseguiu a façanha na segunda etapa marcando uma virada épica, o que abre os olhos dos brasileiros.

"Não conseguimos vencer como visitantes desde as oitavas de final, mas a eliminatória está aberta", advertiu Almiron após o jogo em Porto Alegre.

4. Artilheiros

Se o Lanús quiser levantar o troféu terá que apostar nos gols do veterano José Sand, que aos 37 anos é o artilheiro da Libertadores com oito gols.

Como no jogo de ida, o Grêmio terá que concentrar os esforços defensivos para parar 'Pepe'. Do outro lado, os argentinos terão trabalho para frear o trio ofensivo gaúcho formado por Luan, Pedro Rocha e o paraguaio Lucas Barrios.

Luan é considerado um dos melhores jogadores brasileiros atuando no país e tem um gol a menos que Sand na briga pela artilharia. Barrios, com seis, e Rocha, com quatro, formam o ataque mais efetivo da competição.

* AFP

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