A disposição e garra de Aldinho, o tenista blumenauense de 95 anos - Esportes - Santa

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Tênis04/12/2017 | 21h22Atualizada em 04/12/2017 | 21h22

A disposição e garra de Aldinho, o tenista blumenauense de 95 anos

Atleta foi homenageado nesta segunda-feira em evento no Tabajara

  

Aldo Gonçalves em partida de tênis no Tabajara em Blumenau
Foto: Luís Carlos Kriewall Filho / Especial

"Tá difícil", diz seu Aldo Gonçalves depois dos primeiros 40 minutos de partida. Ofegante, suado, com o semblante de cansaço visível, ele pega a garrafinha de água, dá dois ou três goles e logo segura a raquete novamente na mão direita. Desistir naquele momento não é uma opção, já que falta apenas um game para garantir a vitória. O placar marca 5 a 4 e, embora a partida fosse amistosa, com ares de comemoração, quem disse que Aldinho quer perder?

Aos 95 anos e com uma disposição de dar inveja a muito marmanjo, Aldinho foi homenageado ontem no Tabajara Tênis Clube. Ao lado do tenista profissional André Sá, ele não apenas teve a chance de disputar um jogo em dupla com um dos principais nomes do esporte no Brasil, como foi o protagonista do fim de tarde. 

Nem mesmo os pingos de chuva que ameaçaram cair para molhar o saibro foram capazes de mudar o cenário. Com pelo menos 50 pessoas na arquibancada, Aldinho virou nome de uma das quadras e, principalmente, inspiração para todos.

Ex-jogador de futebol, o atleta quase centenário defendeu o América de Joinville – pentacampeão catarinense – e, em Blumenau, vestiu as cores do Palmeiras da Alameda Duque de Caxias. Em 1967, porém, foi apresentado ao esporte que o faria não apenas mudar seu estilo de vida, como seria um fiel companheiro durante exato meio século desde então: o tênis.

– Fui ficando velho, precisava escolher uma bola menor – brinca Aldinho, com um sorriso sincero no rosto e a consciência de que serve de exemplo para muitas outras pessoas e amigos. Aliás, o próprio ciclo de amizades proporcionado pelo tênis foi outro fator que fez com que o atleta se mantivesse nas quadras, mesmo com o passar das primaveras.

Mais jovem, aos 40 anos, André Sá admite que inveja seu Aldo e o vê de exemplo como o esporte pode ser importante para a vida das pessoas. A vontade e a disposição, para o tenista profissional, são mostras de que para muitos basta um tantinho de dedicação para sair da zona de conforto dos sofás e smartphones na busca por uma vida saudável.

– O Aldinho é um cara inspirador. Ele é destemido, um exemplo de longevidade. Olha ali: lúcido para jogar, falar, praticar esportes. Isso é referência. Quem dera eu chegue com a idade que ele está com toda essa virilidade. Serve de lição para muita gente de meia idade que fica inventando desculpas – ressalta Sá.

Ah, o jogo? Diante da esposa, dos filhos, netos e de um dos quatro bisnetos, Aldo Gonçalves e André Sá venceram Rafael Reichow e Norma Odebrecht por 6 a 4 – e engana-se quem pensa que o senhor de 95 anos teve vida fácil só por ser o centro das atenções. Em um jogo apertado, a dupla só foi virar o jogo nos games finais graças a duas jogadas impecáveis na rede. De quem? Dele. Aldinho.

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