Quando as 'pernas de espaguete' fizeram Roma tremer em 1984 - Esportes - Santa

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Londres23/04/2018 | 17h21

Quando as 'pernas de espaguete' fizeram Roma tremer em 1984

AFP
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"Eu fiz a Roma tremer". As pernas cambaleantes do lendário goleiro Bruce Grobbelaar permitiram o Liverpool deixar o Estádio Olímpico com o título da Copa da Europa de 1984 sobre a Roma.

A imagem deu a volta ao mundo e ainda hoje continua sendo reproduzidas em vídeos. Após 120 minutos intensos com empate em 1 a 1 na prorrogação, a disputa por pênaltis ganhou fama pelo tremor das pernas de Grobbelaar, por nervoso e cansaço.

Mas o exagerado movimento que causou graça aos telespectadores também serviu para desconcentrar Francesco Graziani, quarto batedor da Roma.

O atacante campeão do mundo na Espanha-1982 não aguentou a pressão e mandou a bola por cima do gol, impedindo o sonho do primeiro título europeu para o 'giallorossos'.

Sua estranha coreografia, uma espécie de dança ridicularizadora, elevou o goleio à categoria de lenda do Liverpool.

Apesar de 13 temporadas, seis títulos do Campeonato Inglês e seis Copas, seu nome evoca um único momento no imaginário dos "Reds": as famosas "pernas de espaguete" de Roma.

"Só improvisei. Disse que como estávamos na Itália eu tinha que fazer as pernas espaguete. Até a rede parecia um espaguete, então as comi", lembra fazendo referência ao momento em que morde as redes antes do pênalti desperdiçado por Bruno Conti.

Sua dança deu frutos e o Liverpool se proclamou campeão da Europa pela quarta vez, depois dos títulos de 1977, 1978 e 1981. A Roma ficou marcada e não voltou a disputar uma final europeia até agora.

"Me divirto sempre ao lembrar. Os fotógrafos estavam como loucos. Ficavam com os olhos virados, sacudindo a cabeça, falando sozinhos.. Eu paralisei Roma", acrescentou.

E 34 anos depois, a semifinal da Liga dos Campeões coloca ingleses e romanos frente a frente outra vez. "O Liverpool vai ganhar a semifinal e também a final", afirma o ex-goleiro de 60 anos. "O futebol foi inventado pelos ingleses, não se esqueçam", conclui.

* AFP

 
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