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Lima01/06/2018 | 16h51

Nos passos de... Guerrero, a luta do artilheiro pela Copa do Mundo

AFP
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Paolo Guerrero esteve perto de perder o sonho de sua vida, mas um recurso judicial de última hora permitiu o atacante comandar a seleção peruana na Copa do Mundo da Rússia-2018.

A presença de Guerrero acrescenta força, liderança e experiência ao grupo do país, que está no grupo C da Copa do Mundo ao lado de França, Dinamarca e Austrália.

"Com o aporte de Paolo, vamos somar uma outra variação no ataque, o que nos coloca com chances reais de nos classificarmos para a próxima fase do Mundial", disse à AFP o ex-técnico da seleção peruana, Percy Rojas.

"Com Guerrero e Farfán somamos bastante, porque são dois jogadores de categoria internacional e mundial. Com eles, vamos ter uma força ofensiva que outras seleções não têm", acrescentou.

Com o atacante, a trave adversária fica mais próxima. São 33 gols em 87 jogos com a camisa do Peru, o que acrescenta solidez ao ataque do time andino.

Guerrero ficou perto de ficar fora da Copa do Mundo por conta de suspensão antidoping de 14 meses, imposta por um metabólito da cocaína detectado durante teste realizado após jogo eliminatório contra a Argentina.

Um último recurso no Tribunal Federal Suíço vai permitir que o atacante participe do Mundial na Rússia, onde comandará o ataque peruano. A seleção fez a melhor campanha em quase quatro décadas, sob comando do técnico argentino Ricardo Gareca.

Enquanto estava suspenso, o capitão nunca se sentiu derrotado. Voltou a se vestir de guerreiro, assim como quando sua seleção perdia e o atacante aumentava a confiança dos companheiros.

Paolo lutou em todas as instâncias possíveis até conseguir devolver as esperanças ao povo peruano e realizar um sonho de infância: jogar uma Copa do Mundo.

- Carreira brasileira -

Guerrero jamais se dá por vencido e é visto pelos companheiros como um jogador diferenciado. A última vez que levantou a moral de sua equipe foi contra a Colômbia, marcando o gol que garantiu a possibilidade da disputa da repescagem contra a Nova Zelândia.

Além disso, traz força para superar os adversários, característica que é escassa no país. A experiência de ter jogado na Alemanha e no Brasil é outro diferencial.

Guerrero foi fundamental para o Peru voltar a disputar a Copa do Mundo após 36 anos fora da competição.

"Meu sonho é chegar ao Mundial", já admitiu. Agora poderá realizar o desejo.

Nascido em Chorrillos, distrito costeiro ao sul de Lima, Paolo sempre gostou de futebol e veio de uma família fascinada pelo esporte.

"Por isso, peguei uma bola pela primeira vez com um ano. Quando tinha seis, entrei para um time e desde lá já pensava que seria um jogador de alto nível e nunca tive dúvida", contou em entrevista em 2015.

Guerrero não estreou profissionalmente no Peru, onde se formou nas categorias de base do Alianza Lima. O primeiro jogo profissional foi em 2004, pelo Bayern de Munique, sendo formado pelo artilheiro alemão Gerd Müller.

Foram quatro temporadas no Bayern, alternando a titularidade e com 10 gols na Bundesliga e dois na Liga dos Campeões.

O jogador defendeu o Hamburgo entre 2006-2011, fazendo 37 gols. Em 2012, conquistou o título do Mundial de Clubes com o Corinthians, balançando as redes 54 vezes em sua passagem pelo Timão. Paolo chegou ao Flamengo em 2015, marcando 41 gols.

* AFP

 
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