Para Mazola, empate do Criciúma serviu para "colocar os pés no chão" - Esportes - Santa

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Realista09/06/2018 | 19h32Atualizada em 09/06/2018 | 19h47

Para Mazola, empate do Criciúma serviu para "colocar os pés no chão"

Técnico pediu à imprensa que não faça mais perguntas sobre G-4 até o fim do turno

Para Mazola, empate do Criciúma serviu para "colocar os pés no chão" Guilherme Hahn/Especial
Ao invés de sonhar com o G-4, técnico prefere encarar a dura realidade da luta contra o rebaixamento Foto: Guilherme Hahn / Especial
Renan Medeiros

Com a serenidade habitual, o técnico Mazola Júnior viu um fator positivo no empate em 1 a 1 do Criciúma em casa contra o Boa Esporte. Para o comandante, o tropeço contra o lanterna serviu para colocar os pés no chão quanto às ambições do clube na Série B

— É até chato falar isso, mas o jogou serviu para todos nós colocarmos os pés no chão. Três vitórias seguidas na Série B é muito difícil. O empate de hoje contra o último colocado deixa claro para todos nós aqui que é preciso colocar os pés no chão e analisar friamente. Hoje está acabando a décima rodada e estamos com oito pontos — ponderou Mazola.

O técnico ainda fez um pedido à imprensa para não alimentar expectativas que não sejam condizentes com o momento do Criciúma.

— Ouvi nesta semana gente aqui fazendo perguntas para os meus jogadores sobre G-4. Vamos esquecer isso. Até o fim do turno, vamos fazer uma promessa de esquecer disso. A situação é muito complicada. Eu poderia me defender e dizer que fiz oito pontos em cinco jogos, mas não o faço para não nos acomodarmos. No contexto todo, a situação do Criciúma é dificílima — frisou o técnico.

Na avaliação dele, o Criciúma tem dificuldade para jogar principalmente quando enfrenta uma equipe muito fechada, como foi o caso do Boa Esporte neste sábado.

Luiz falhou?

Questionado na entrevista coletiva após o jogo sobre a atuação do goleiro Luiz, que sofreu um gol num chute de fora da área em que a bola passou por baixo dele, Mazola reconheceu a falha do arqueiro, mas não atribuiu a ele o mau resultado em casa.

— Acho que era uma bola defensável e foi o único chute no nosso gol. O Luiz está sem preparo físico e com uma limitação. Isso prejudica o desempenho dele. Não é mais um garoto. Talvez se ele estivesse em um momento melhor teria defendido. Mas não vamos colocar a culpa nele. O empate não foi culpa dele. Se o Criciúma tivesse feito mais gols, como fez contra o Paysandu, ninguém estaria falando nisso. No meu trabalho não tem nenhum mártir, não — declarou Mazola.

 O time terá mais uma semana para trabalhar, já que o próximo será apenas no sábado da semana que vem, quando viaja a Itápolis (SP) para encarar o Oeste. 

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