Depois de 15 anos, Metropolitano e Blumenau voltam a se enfrentar separados por três pontos   - Esportes - Santa

Versão mobile

 

Futebol07/07/2018 | 11h00Atualizada em 07/07/2018 | 11h39

Depois de 15 anos, Metropolitano e Blumenau voltam a se enfrentar separados por três pontos  

As duas equipes buscam a vitória para encerrar o primeiro turno da Série B do Catarinense com moral e embalar para a segunda parte da competição

Depois de 15 anos, Metropolitano e Blumenau voltam a se enfrentar separados por três pontos   Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
Atacante Wayni, do Metropolitano, e o goleiro Roger Paranhos, do Blumenau, são candidatos a destaques neste domingo Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Depois de 15 anos, o blumenauense vai voltar a assistir a um clássico com dois times de futebol da cidade. Metropolitano e Blumenau se enfrentam domingo, às 15h, no Estádio do Sesi. A partida é válida pela última rodada do primeiro turno da Série B do Campeonato Catarinense. A vitória é importante porque, por estarem na parte de baixo da classificação – o Metrô em sétimo, com 10 pontos, e o Tricolor logo atrás, em oitavo, com sete – as duas equipes precisam da vitória para continuar buscando um lugar entre os quatro times que garantem vagas na fase semifinal.

As duas equipes se enfrentaram apenas três vezes na história – dois jogos oficiais e um amistoso. O retrospecto ainda é curto, mas favorável ao Verdão. Os dois primeiros encontros foram justamente em jogos pela segunda divisão do Estadual, em 2003. Foram duas vitórias do Metropolitano, uma por 2 a 1 no extinto Estádio Aderbal Ramos da Silva, o Deba, e outra por 6 a 1 no Estádio do Sesi. Um amistoso entre os dois times em julho de 2004, em um aniversário do Tricolor, foi o clássico mais recente, também vencido pelo Metrô, por 1 a 0.

Na tabela, o mandante do jogo deste domingo é o Metropolitano. Fundado em 2002, durante um hiato do futebol profissional na cidade, o Metrô recolocou o município no mapa da bola ao disputar a Série A do Campeonato Catarinense por 13 anos seguidos, de 2005 a 2017. Conquistou um título no Torneio Internacional Centenário do FC Lustenau, na Áustria, em 2007, e bateu na trave para conseguir um acesso à Série C do Campeonato em 2013. 

Do lado oposto estará o Blumenau Esporte Clube. O time dá continuidade à história do Tricolor, fundado em 1980 com o legado do tradicional Palmeiras, e chegou a ser vice-campeão catarinense em 1988, disputando a Copa do Brasil em 1989 e a Série B do Brasileiro, de 1989 a 1991.

O clássico deste domingo será apenas a segunda partida do técnico Marcelo Mabília à frente do Metropolitano. No jogo de estreia, o treinador fez três mudanças no time titular – algumas motivadas por lesão, como a saída de Bruninho e Wayni. Como esses atletas ainda são dúvidas, o time titular deve ser definido somente após testes físicos no sábado.

No Tricolor, o técnico Viton também deve fazer mudanças, principalmente no setor de ataque. Maranhão é dúvida para a partida e Juninho, Lucas Vaz e Maikinho, que entraram bem na última rodada contra o Almirante Barroso, também podem pintar no time titular.

Foto:

Wayni, esperança de gols no Metropolitano
Como o regulamento da competição permite que apenas cinco atletas relacionados para a partida tenham mais de 23 anos, muitos dos candidatos a protagonista do clássico que marca o reencontro dos clubes de Blumenau têm em comum a juventude. É o caso do novo homem-gol do Metropolitano, Wayni Henrique da Silva. Aos 22 anos, é um dos destaques do time com três gols em cinco jogos.

Natural de Maringá (PR), começou a carreira na base do Atlético-PR e jogou por Santos-PR e Amé-rica-MG até chegar à base do Flamengo. Passou ainda pelo Vitória, onde foi artilheiro do Estadual Sub-20. Em 2017, aceitou um convite do Toledo-PR para disputar o Paranaense Sub-23. Fez sete gols e chamou a atenção do treinador Paulo Baier, que promoveu o atacante para o time profissional. Há dois meses, chegou ao Metrô como esperança de gols.

O atacante ainda sabe pouco da rivalidade entre Metrô e Blumenau, que até hoje esteve mais presente entre torcedores em bares e redes sociais do que na arquibancada.

– Os dois sempre querem ganhar, tem um nervosismo, mas isso não pode influenciar. O time está se encaixando e vamos precisar da vitória para melhorar na classificação – diz.

No meio da semana, ele sentiu uma lesão no ombro, ficou de fora do jogo contra o Marcílio Dias e é dúvida para o jogo de domingo.

 Blumenau - SC - Brasil - 03072018 - Treino do clube Metropolitano no campo da Altona.
Atacante de 22 anos (D) é um dos principais jogadores do Metrô, com três gols marcados em cinco jogosFoto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Roger Paranhos, candidato a paredão no Blumenau
Do lado Tricolor, um dos destaques da competição até aqui tem sido o goleiro Roger Porto Rafaine, o Roger Paranhos, 28 anos. Ele passou sete anos na base do Corinthians e, como profissional, atuou por times como Cerâmica e Ulbra, no Rio Grande do Sul, Ferroviária, no Ceará, Naviraiense e Sinop, no Mato Grosso do Sul, estado em que nasceu. Aceitou o convite do Blumenau movido pela visibilidade que o futebol catarinense oferece. Possui cinco acessos na carreira e ensina que sabedoria e determinação de todo o grupo são as receitas para vencer competições como a segunda divisão de Santa Catarina.

A irregularidade do time no começo do primeiro turno refletiu na defesa do Blumenau, que acabou tomando 14 gols em sete jogos. Ainda assim, Paranhos tem sido muito exigido e, em alguns jogos, garantiu bons resultados para o time. Ele fala como líder e diz que o time é simples, mas que todos os jogadores querem buscar algo melhor e têm se dedicado a cada partida. Se o time quiser melhor sorte no segundo turno e mantiver a chance de chegar entre os quatro classificados às semifinais, vencer o rival Metropolitano vai ser fundamental, até porque o time chegaria aos mesmos 10 pontos do adversário na classificação.

– Os torcedores nos dizem que só de ver o Blumenau em campo já é uma vitória e isso nos dá ainda mais motivação para ir buscar o resultado. Quem for ao Sesi no domingo pode esperar um espetáculo, porque esses são os jogos marcantes, é nos clássicos que os jogadores ficam marcados, que os grandes jogadores aparecem. Espero que Deus me abençoe e que eu possa ser o paredão que parou o Metropolitano – projeta o goleiro.

 Blumenau - SC - Brasil - 05072018 - Treino do BEC Blumenau no bairro Garcia.
Aos 28 anos, goleiro (D) é um dos jogadores mais experientes do elenco Tricolor na competiçãoFoto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Leia também
Metropolitano x Blumenau: um clássico para chamar de nosso

 
Jornal de Santa Catarina
Busca