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Série B09/08/2018 | 06h41Atualizada em 09/08/2018 | 06h41

Paizão goleador, Renato revela cobrança da filha por gols e comemorações no Avaí

Lateral convertido em meia-atacante busca balançar as para também alegrar Pyetra Sophia, de cinco anos, com as coreografias que menina inventa para a comemoração

Paizão goleador, Renato revela cobrança da filha por gols e comemorações no Avaí Tiago Ghizoni/Diário Catarinense
Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense
João Lucas Cardoso
João Lucas Cardoso

joao.lucas@somosnsc.com.br

Proximidade das traves do adversário e capricho na hora do arremate. Desta forma o lateral-direito convertido em meia-atacante encontrou o caminho das redes, está na artilharia do Avaí na Série B do Campeonato Brasileiro (tem os mesmos seis gols de Rodrigão) e de corresponder uma cobrança muito interna. Renato se obriga se fazer presente dentro da área ou perto dela quando está dentro de campo com a camisa azul e branco para poder contribuir com o Leão com melhores números no placar. Mas a exigência também vem de casa. A filha Pyetra Sophia, de cinco anos, cobra e muito o jogador do Leão.

Não é simplesmente pelo gol, mas as comemorações deles. No último em que anotou, no empate em 3 a 3 com o Guarani na Ressacada, depois da bola tocar o barbante ele correu com passadas curtinhas, deu um salto e depois mexeu um braço de cada vez, de maneira ritmada. Foi a coreografia criada pela pequena, que tem pedido ao pai que volte a balançar as redes o quanto antes.

— Sinto falta de fazer gol, sou cobrado em casa pela minha filha. Ela está acostumada a me ver fazendo gol e me pede comemorações que inventa. Passo até um pouco de vergonha por causa delas (risos). Mas é bom ajudar a marcar, e temos bons atacantes no nosso elenco para fazer isso também. Quero ajudar ao máximo, e o importante é o Avaí vencer, independente de quem marque o gol – comenta o jogador de 28 anos.

A cobrança é ferrenha. Houve gol em que o jogador do Avaí não conseguiu reproduzir uma criação da menina. Neste dia Pyetra não saiu do lado da porta até que Renato chegasse em casa para lhe pedir explicações depois da partida. Agora, ele tenta acabar com o jejum que perdura desde a 12ª rodada da Série B para reproduzir no campo mais uma criação da filha.

— Tem outra que ela me pediu. Tenho vergonha, mas vou fazer. Não dá nem para mostrar antes. Tem que ser depois de gol mesmo, em que você aproveita para extravasar.

A chance de dar alegria à filha e ao torcedor azurra é fruto da boa fase pelo Avaí. Lateral-direito de origem, Renato virou meio-campista na primeira passagem pelo clube, há dois anos. Assim como naquela ocasião, passou a jogar adiantado e a equipe alcançou o acesso à elite do futebol nacional. No retorno, encontrou um time muito parecido com o que deixou, com um grupo com perfil similar àquele e confia que o desfecho seja igual ao passado.

A nova função de Renato em campo foi a largada para os melhores momentos daquela temporada. Posição que tem feito de forma parecida neste ano, e com o aditivo dos gols. Por isso, espera continuar como meia, também para tentar satisfazer os caprichos da pequena que tem em casa. Renato se reencontrou no futebol e espera que o retorno à lateral direita seja apenas em uma eventualidade.

— Eu me acostumei a jogar na parte da frente, é bom estar próximo do gol. Na lateral é mais difícil ter essas oportunidades. Se voltar para a lateral, vou sentir muito. Mas se tiver de jogar, volto tranquilo para ajudar a equipe.

Renato , Pyetra , Avaí
Renato com a filha Pyetra Sophia, de cinco anosFoto: Acervo Pessoal / Divulgação

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