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Londres09/08/2018 | 16h50

United sem novidades e Everton faz limpa no Barcelona

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Está encerrado o período de transferências no futebol inglês. O Manchester United não se mexeu, José Mourinho tranquilizou sobre Paul Pogba e o pânico gerado pelo terremoto na mudança do goleiro do Chelsea não teve continuidade.

Apenas o Everton animou o sprinte final, com as contratações do colombiano Yerry Mina (Barcelona, 30 M EUR), do brasileiro Bernard (livre) e do meia português André Gomes (Barça, empréstimo). Com o zagueiro francês Lucas Digne, já recrutado no início da agosto, foram três os atletas que trocaram o Camp Nou pelo Goodinson Park.

No restante dos clubes o dia foi mais tranquilo. Pela manhã, Mourinho avisou que não esperava nem chegadas nem saídas nas seguintes horas, tumbando as esperanças de ver chegar um zagueiro e tranquilizando os rumores da ida de Pogba para o Barcelona.

"Vou me concentrar nos jogadores que tenho", lançou o treinador português, que pediu reforços desde o início do verão europeu.

O Manchester United não se reforçou além do promissor lateral direito português Diogo Dalot (Porto), o meia brasileiro Fred (Shakhtar Donestk) e o veterano goleiro Lee Grant (Stoke). Mas Mourinho queria um meia destro e sobretudo um zagueiro.

O clube atirou para todos os lados (Maguire, Boateng, Mina, Alderweireld e Godin) mas o aparentemente irritado Mourinho na turnê dos Estados Unidos pelo menos garantiu a permanência de Pogba. Agora parece quase impossível a saída do francês.

Segundo a imprensa britânica, Pogba estava descontente em Old Trafford por sua relação com o treinador e pelo papel nos Diabos Vermelhos, estando próximo de assinar pelo Barça. Deixá-lo sair seria não apenas a perda de um grande jogador, mas também de um personagem carismático, popular e que se sagrou campeão do mundo pela França.

- Chelsea: Kepa por Courtois -

O Chelsea viveu na quarta-feira uma jornada frenética com a contratação do goleiro mais caro da história, o espanhol Kepa Arrizabalaga, cuja cláusula de rescisão de 80 milhões de euros superou os 72,5 milhões pagos pelo Liverpool para tirar o brasileiro Alisson da Roma.

A chegada do jovem basco de 23 anos se confirmou horas depois da ida do arqueiro belga Thibaut Courtois ao Real Madrid, em uma operação que incluiu o empréstimo do croata Mateo Kovacic aos Blues.

Os dois principais favoritos também se deram por satisfeitos. O atual campeão Manchester City contratou o jovem australiano Daniel Arzani para emprestá-lo, apostando no jogador de 19 anos, o mais jovem da Copa da Rússia.

Seu principal rival, o Liverpool, contratou Alisson, Naby Keita (Leipzig), Xherdan Shaqiri (Stoke) e Fabinho (Monaco) por valor somado que supera os 200 milhões de euros.

- "Tiro no pé"-

Por outro lado, o Tottenham entrou para a história como o primeiro time da Premier League a passar pela janela de transferências de início de temporada sem contratações.

"Temos um elenco muito bom, com muitos bons jogadores. É muito difícil acrescentar jogadores que o melhore", tranquilizou o técnico argentino Mauricio Pochettino. "Não estou preocupado ou triste, estou feliz. Manter nossos melhores jogadores era nosso objetivo e conseguimos", acrescentou.

"Agora veremos o que acontece na Europa nos próximos 20 dias", indicou o treinador dos Spurs, lembrando que os outros campeonatos têm até o dia 31 de agosto para contratar.

A decisão de antecipar o fim do mercado foi acordada em setembro de 2017, para que os clubes contassem com seus times completos no início do campeonato, evitando assim problemas "políticos" com os jogadores de destino incerto ou contratações tardias.

Esta mudança tinha recebido o aval da grande maioria dos clubes, com apenas os dois times de Manchester votando contra.

"O que geralmente se vê é que os preços europeus freiam sete ou oito dias antes do fechamento, depois baixam um pouco e têm um lugar de sprinte final", observa o ex-agente de Diego Maradona, Jon Smith.

"Isto não aconteceu este ano porque os clubes europeus podem vender até o final do mês. Os clubes italianos e espanhóis entendem que os times ingleses estão desesperados, então, para que diminuir os preços?"

Para Smith, a Premier League se deu um "tiro no pé".

* AFP

 
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