JEC deve confirmar terceirização das suas três lojas para fornecedor de material esportivo - Esportes - Santa

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Futebol20/09/2018 | 16h12Atualizada em 20/09/2018 | 16h12

JEC deve confirmar terceirização das suas três lojas para fornecedor de material esportivo

Spieler e outra empresa da cidade devem assumir a operação das Tocas do Coelho durante quatro anos

JEC deve confirmar terceirização das suas três lojas para fornecedor de material esportivo Divulgação/
Foto: Divulgação

Foi à discussão no conselho deliberativo, na noite de quarta-feira, a possível terceirização das três lojas do JEC Arena Joinville, Garten Shopping e Coopertupy. Em razão da falta de lucratividade dos espaços e dos custos com funcionários, esta seria a estratégia do clube para livrar o Joinville destas despesas e resolver outro problema: o fornecimento de material esportivo.Um dos interessados no arrendamento das lojas é a Spieler, empresa que produz os materiais esportivos do JEC. 

Em parceria com outra empresa da cidade, ela assumiria as Tocas do Coelho e suas dívidas, que superam os R$ 200 mil. Além de pagar esta dívida, forneceria material esportivo para o Joinville em grande quantidade – o número não está fechado, mas falava-se entre 7 mil e 9 mil peças. Como contrapartida, a empresa teria quatro anos de contrato para exploração dos espaços.

Para não perder completamente os espaços, o JEC tinha o plano de faturar 10% sobre a lucratividade de todas as lojas (que não venderiam apenas produtos do JEC) e 15% sobre a venda dos materiais licenciados do clube. Estes percentuais também seriam discutidos e precisariam de aprovação dos dois lados.

De qualquer maneira, há correntes no clube que defendem esta terceirização para que o Joinville se concentre no que é mais importante no momento, o futebol. De qualquer maneira, há planos de inserir cláusulas nos contratos, como a revisão da prestação de serviços, a cada dois anos.

Atrasos
O plano de algumas pessoas do Joinville de terceirizar as lojas visa a concentração de forças em outros problemas, como os atrasos dos salários do departamento de futebol, por exemplo. Por lá, os salários não estão em dia há 45 dias – parte dos pagamentos de julho não foi paga, todos de agosto e parte de setembro. 

A esperança da direção é que o clube receba os R$ 2,4 milhões, dos 35% de direitos econômicos pertencentes ao JEC na venda de Anselmo – o volante foi negociado ao Al Wheda, da Arábia Saudita, por 3 milhões de euros. A promessa do Internacional, que definiu a transferência, é de que o valor entre na conta no dia 1º de outubro. 

 
Jornal de Santa Catarina
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