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Prevenção02/07/2014 | 09h46

Radar meteorológico de Lontras passará por primeiro teste nesta quarta-feira à tarde

Fase de testes do equipamento localizado no Alto Vale deve durar dois meses

Radar meteorológico de Lontras passará por primeiro teste nesta quarta-feira à tarde Gilmar de Souza/Agencia RBS
Radar fica no topo de um morro de Lontras Foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS

Distante 23 quilômetros do Centro de Lontras, no Alto Vale do Itajaí, o radar meteorológico é uma das principais apostas da Defesa Civil para lidar com os fenômenos climáticos no Estado. O primeiro teste com o equipamento ocorre hoje à tarde e terá a presença do governador Raimundo Colombo. O radar deve entrar em funcionamento a partir de setembro.

Orçado em R$ 10 milhões, foi trazido dos Estados Unidos, onde também é referência em prevenção, diretamente para a pequena Lontras. Já o radome – a proteção redonda de fibra de vidro no alto da torre, responsável por proteger o equipamento – veio da China. Monitorado à distância, em Florianópolis, terá a função de rastrear 77% de todo o território catarinense, ou 191 dos 295 municípios. A 900 metros acima do nível do mar, a torre de 25 metros de altura, sobre a qual fica o equipamento, está preparada para resistir a ventos de até 250 km/h.

No trajeto, ainda na entrada da cidade, o radar surge ao longe como se fosse um farol em terra firme alertando embarcações em alto-mar. Enquanto o perímetro urbano fica para trás, diminuem o número de casas e aumentam as curvas da estrada, até que se chega ao portão da fazenda onde fica o equipamento. Exatamente ao lado uma placa anuncia também o limite com a cidade de Presidente Nereu. Do Centro até ali, são cerca de 20 minutos de viagem.

Mas a travessia não acaba aí. São mais 15 minutos enfrentando a estrada de seis quilômetros que corta a propriedade rural até alcançar a área de 10 mil metros quadrados, adquirida pelo governo para a instalação do radar. Dentro do terreno cercado por telas de arame farpado, na manhã de ontem homens corriam contra o tempo para concluir as obras. Três deles terminavam a pintura da sinalização do heliponto, enquanto outros colocavam lajotas ao redor da torre. O corre-corre era porque está marcada para as 15h30min de hoje a transmissão da primeira imagem do radar, de Lontras para Florianópolis, com a presença de Raimundo Colombo no local.

Com o início do envio das imagens para a central, começa a fase de testes, que deve durar dois meses. Nesse período, o radar passará por calibragens e avaliações, e os técnicos da Defesa Civil serão submetidos a treinamento durante duas semanas. O aparelho deve funcionar integralmente a partir de setembro e, como será monitorado a partir de Florianópolis, não será necessária a presença de funcionários na torre.
Até mesmo a segurança do local será feita à distância, com todas as salas protegidas por videomonitoramento e alarmes.

O acompanhamento será feito na Capital, mas se for preciso a Polícia Militar deve ser acionada, explica o diretor de Projetos Especiais da Defesa Civil, Emerson Neri Emerim.

Radar irá monitorar também as precipitações e o volume das barragens

Por enquanto, o radar vai funcionar à base de geradores, até que a rede elétrica esteja pronta – o prazo é de dois meses. Segundo o gerente de Monitoramento e Alerta, Frederico de Moraes, a cada 10 dias dois funcionários do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) irão até a torre fazer a manutenção. Ele conta que, como o aparelho monitora onde as precipitações estão ocorrendo e com que intensidade, será bastante útil por exemplo no caso das barragens de contenção de cheias:

— Vai ajudar a mostrar se pode abrir uma comporta ou não, dependendo da chuva.

Os dados são transmitidos via rádio, mas já está sendo contratado também um sistema de fibra ótica. Se um dos dois falhar, o outro assume a função. A expectativa é que a fibra ótica seja a mais usada.

Na Defesa Civil, três técnicos e um bolsista são os responsáveis pelo monitoramento, durante o dia. O órgão ainda não tem estrutura para colocar funcionários trabalhando 24 horas por dia no acompanhamento do radar, com exceção de casos específicos, em que podem ser chamados a qualquer momento.

De acordo com o diretor de Projetos Especiais da Defesa Civil, Emerson Neri Emerim, o órgão planeja a compra de mais dois radares iguais ao de Lontras. Um seria instalado no Oeste, e o outro no Sul. No momento, estão sendo iniciados os estudos para definir a localização dos aparelhos. Mas, conforme o diretor, o radar no Oeste deve ser o primeiro a ser implantado.

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