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Natureza 15/01/2016 | 10h31

Sem gestão, Parque das Nascentes segue abandonado em Blumenau

As trilhas estão praticamente inacessíveis e há imóveis depredados no local de preservação da Nova Rússia

Sem gestão, Parque das Nascentes segue abandonado em Blumenau  Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Parque Municipal das Nascentes passa por maus bocados no que diz respeito a acesso, vigilância e manutenção Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS
Em Blumenau, um impasse jurídico e administrativo põe em risco a preservação de um dos recantos mais preciosos da cidade. O Parque Municipal das Nascentes, na Nova Rússia, passa por maus bocados no que diz respeito a acesso, vigilância e manutenção.

Firmado pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Faema) e a Furb, responsáveis pelo local, o termo de cooperação que em 2010 repassou a gestão das terras ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) venceu em setembro de 2015 e a tendência, segundo envolvidos, é que não seja renovado. Resultado: trilhas praticamente inacessíveis, imóveis depredados e ninguém tomando conta do terreno. No portão de entrada do parque, uma corrente presa em um prego, sem cadeado, facilita a entrada de qualquer pessoa ou veículo.

Com 5,3 mil hectares, o local é considerado o maior parque natural municipal do Brasil. São nove trilhas ecológicas distribuídas por 35 quilômetros, área de camping, quiosques e uma casa (depredada) equipada de cozinha, churrasqueira, banheiro e camas. Há sucatas de carros na garagem e a ponte que dava acesso às trilhas desabou.

Viviane Daufemback, chefe do Parque Nacional da Serra do Itajaí conta que em 2015 o ICMBio teve que lidar com assaltos e furtos no local. Somado à ausência de sinal telefônico, o problema fez com que a empresa responsável pela vigilância encerrasse o contrato.

Ela salienta que sem a regularização fundiária do local o ICMBio não tem condições de gerir o espaço. O caso é complicado: as terras do parque foram doadas pela empresa Artex à Faema e Furb em 1998. No entanto, não há nenhum documento que comprove a doação — nem Faema e nem Furb têm a escritura. Ciente disso, a administradora de bens da massa falida requer uma indenização pelo local.

— Não temos perspectiva de renovar o termo de cooperação e continuar gerindo o parque. A gente não pode investir dinheiro público em uma área que é particular _ destaca Viviane.

Ambientalista questiona a gestão do ICMBio

João Natel, reitor da Furb, comenta que a indenização estava sendo negociada ao longo de 2015:

— Tentamos conversar para que Furb e Faema abrissem mão do que têm direito, desde que a massa falida fizesse o mesmo. Assim os recursos da indenização seriam investidos no parque. Mas até agora nada foi decidido — lamenta.

Fernando Leite, presidente da Faema, garante que o ICMBio entregou o parque em condições bem diferentes às da época em que Fundação e Furb tomavam conta do local. Ele também destaca que o local faz parte do parque nacional, e por isso a responsabilidade maior deveria ser do governo federal.

— Por mais que o ICMBio diga que o convênio venceu e não há recursos, o lugar não foi depredado em questão de dois meses. Todas as vezes em que fomos no parque vimos o descaso, nunca havia vigilante por lá — revela.

Para o ambientalista Nélcio Lindner, deixar o parque nas condições atuais é um insulto à vida ambiental:

— Só prova que o ICMBio não tem recursos, pessoas ou competência para fazer esse tipo de gestão — opina.

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