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Economia27/02/2016 | 12h31

Vale Europeu entra na rota da uva e do vinho em SC

Roteiro com 15 cidades conta com Rio do Sul, Rodeio e Nova Trento

Vale Europeu entra na rota da uva e do vinho em SC Gilmar de Souza/Agencia RBS
A Vinícola Valiati, em Rio do Sul, foi a primeira do Estado a produzir vinhos e sucos de uva orgânicos Foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS
Os parreirais não são maioria na paisagem do Vale do Itajaí, mas a herança dos imigrantes italianos faz com que a cerveja germânica divida espaço com outra bebida tradicional: o vinho, que não apenas resiste, mas é o protagonista em vários municípios da região. Com produção significativa no Estado – 12,5 milhões de litros na safra 2014-2015, segundo dados do Sindicato das Indústrias de Vinhos de Santa Catarina, o Sindivinho –, o setor busca aumentar o faturamento com o enoturismo. Para impulsionar a atividade, o governador Raimundo Colombo sancionou em janeiro a criação da Rota Catarinense da Uva e do Vinho, um roteiro que cruza o Estado pelas regiões produtoras da fruta e da bebida e orienta os turistas que querem explorar a vitivinicultura (cultivo das vinhas e fabricação do vinho).

O site da Santur divulga um roteiro com 15 cidades e entre elas estão três do Vale Europeu: Rio do Sul, Rodeio e Nova Trento. As duas primeiras têm a indicação de uma vinícola para ser visitada, já em Nova Trento são três as recomendadas. Além das empresas indicadas na rota, o Vale também tem outras em municípios próximos de Blumenau, como Ascurra.

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Apesar de estar em vigor desde 15 de janeiro, a rota ainda não é conhecida por todos os vinicultores e a indicação pegou alguns de surpresa. Vili Valiati, proprietário da Agroindústria e Vinícola Valiati, em Rio do Sul, não sabia que a rota existia e, tampouco, que indicava a sua empresa como ponto de visitação. Mas acredita que a ação deve impulsionar o mercado produtor de vinho:

– Na verdade soube por vocês, ainda não tive tempo de me inteirar sobre essa rota, mas o fato é que não teve ninguém aqui falando conosco. É complicado porque eu ainda não tenho estrutura pra receber turistas, mas se alguém chegar aqui a gente vai mostrar o que tem, o nosso processo de produção.

A agroindústria de Vili é a primeira do Estado a produzir vinhos e sucos de uva orgânicos com certificação do Instituto Biodinâmico (IBD). A estrutura é simples e a produção, familiar. A esposa, Sheila Valiati, é quem toca o projeto de investir no turismo.

– Temos um bom espaço aqui e um produto diferenciado. Nossa ideia é construir um local que tenha um ponto de venda, talvez um café colonial, que é algo que também não tem aqui na nossa região. Penso que é uma coisa para daqui uns dois anos – calcula Sheila.

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O Vale Europeu é um destino turístico definido pela Santur. Abriga boa parte dos municípios do Vale Itajaí, mas engloba também cidades próximas com características culturais semelhantes.

Rodeio e Nova Trento focam no turista

As empresas de Rodeio e Nova Trento já têm um trabalho voltado ao turismo e estão investindo em espaço e atrações para garantir mais visitantes. Sócio-proprietário da vinícola San Michele, de Rodeio, Silnei Alberto Furlani conta que a empresa esteve muitos anos focada no aumento da linha, mas agora tem pensado em melhorar a estrutura para receber os turistas, com aumento da área dos parreirais e mudanças na sede e no ponto de venda. Sobre a nova rota catarinense, Furlani também conta que não tinha conhecimento de que ela já estava sancionada, mas ressalta que é mais uma ferramenta importante para o mercado:

– Nós já fazemos parte da rota do cicloturismo no Vale, através da Associação Vale das Águas, e temos bastante movimento turístico, inclusive somos um ponto onde os ciclistas podem carimbar o passaporte oficial do cicloturismo. Mas acredito que essa iniciativa da rota seja muito interessante para impulsionar a vitivinicultura. Quando você fala em Vale as pessoas logo pensam na cerveja, que já é uma coisa mais organizada, mas as comunidades italianas também são muitas e a nossa produção é significativa.

Em Nova Trento os produtores de vinho viram o movimento crescer após a canonização de Santa Paulina, em 2002. De lá para cá algumas vinícolas já investiram em áreas amplas que podem receber muitos visitantes ao mesmo tempo e oferecem, além dos vinhos e sucos, produtos coloniais e até espaços de café e refeição. Laerte Girola, da Vinícola Girola, conta que além da melhora na infraestrutura, a empresa está finalizando a criação de um roteiro com degustação de vinhos que terá passeios com horários agendados.

– Já concluímos a parte da cave, onde serão armazenados os vinhos prontos, e também a degustação e estamos finalizando a parte do envase. Acredito que até o início do inverno já vai estar tudo pronto para iniciar essa parte dos passeios programados – conta Girola.

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