Dia de Paralisação Nacional terá mobilização de trabalhadores e protesto em Florianópolis - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Manifestação21/09/2016 | 19h21Atualizada em 21/09/2016 | 19h48

Dia de Paralisação Nacional terá mobilização de trabalhadores e protesto em Florianópolis

Contra medidas anunciadas pelo governo federal, trabalhadores de diversas cidades de SC se reunirão aos coletivos que promovem os protestos

Dia de Paralisação Nacional terá mobilização de trabalhadores e protesto em Florianópolis Leo Munhoz/Agencia RBS
Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Florianópolis terá uma tarde atípica nesta quinta-feira, com uma série de manifestações no Centro contra medidas apresentadas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). Esse será o primeiro ato articulado entre movimento sindical e social, já que os coletivos que formam a Rede Fora Temer Floripa estão convocando mais um protesto, marcado para começar às 17h30.

Já para o final da manhã o trânsito deve sentir o reflexo da presença de ônibus que chegarão de cidades do interior do Estado. A estimativa é que de 1,5 mil a 2 mil representantes de sindicatos devam vir para a Capital. Os veículos vão estacionar nas imediações do CentroSul.

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Boa parte dos visitantes será formada por professores e servidores da área da Educação. O sindicato da categoria, Sinte-SC, promove assembleia a partir das 14h na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Justiça (TJ-SC). Estão confirmados representantes da UFSC, Udesc, Instituto Federal (IFSC) e Sinte.  Por conta disso, escolas estaduais podem amanhecer fechadas parcial ou totalmente, alerta o sindicato.

De acordo com o coordenador estadual do Sinte, Aldoir José Kraemer, a expectativa é que mais de mil trabalhadores da educação participem do ato. Segundo ele, caravanas estão sendo organizadas no interior do Estado para vir à Capital. 

— Nossa pauta está baseada na luta contra a retirada de direitos trabalhistas que está sendo encaminhada pelo governo Temer — afirma Kraemer citando asPEC 241 (que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos) e o PLP 257 (que trata originalmente da dívida dos Estados, mas também mexe com o funcionalismo estadual).

A partir das 16h, haverá um ato unificando todos os servidores – inclusive os municipais, que farão assembleia às 14h em frente à Câmara de Vereadores. Uma tenda vai ser montada para abrigar os trabalhadores na praça Tancredo Neves.

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Bancários vão aderir à manifestação

O Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (SEEB) está orientando seus filiados a se juntar ao protesto Fora, Temer. De acordo com o presidente do SEEB Floripa, Marco Silvano, ontem 121 agências de bancos estavam fechadas na região da Grande Florianópolis, com cerca de 40% os funcionários aderindo à greve. No Brasil, ontem, 13.398 unidades e mais de 40 centros administrativos de bancos estavam sem funcionar. 

– Até as 16h, faremos as nossas atividades de greve, em frente às agências, esperando que os patrões apresentem nova proposta salaria. Depois, vamos nos juntar aos demais trabalhadores para protestar contra Michel Temer, contra a retirada dos direitos e a favor de eleições diretas para presidente – afirma Silvano.

Protesto pelo Fora, Temer está marcado pras 17h30

Por volta das 17h30, a expectativa é que os trabalhadores das diversas áreas se juntem aos manifestantes dos movimentos Ocupa Minc, Fora Temer, Floripa 21, que estarão no Largo da Alfândega. A expectativa é que 2 mil pessoas estejam nesse ato, totalizando a presença de cerca de 4 mil.

Segundo Ci Ribeiro, ativista do Movimento Ponta do Coral, ainda que numericamente a expectativa de participantes no ato unificado não venha a ser tão expressivo como nas grandes manifestações que aconteceram recentemente em Florianópolis, a união de sindicatos e movimentos independentes tem caráter significativo:

– Vamos ter sindicalistas ocupando as ruas da cidade, num gesto de inconformidade com as perdas trabalhistas, e antecipando os posicionamentos em consonância com outras categorias, como os petroleiros e metalúrgicos que ameaçam greve nacional.

A Polícia Militar informou às 19h desta quarta-feira que não havia sido comunicada de nenhuma manifestação no Centro da cidade.

 

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