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SEGURANÇA13/09/2016 | 14h23Atualizada em 13/09/2016 | 18h34

Mandantes dos atentados são ouvidos por videoconferência e negam participação em crimes

Presos em presídios federais afirmam que souberam de ataques pela televisão e que sofrem perseguição.

Mandantes dos atentados são ouvidos por videoconferência e negam participação em crimes Roberto Scola/Agencia RBS
Videoconferência ocorre no Fórum de Florianópolis Foto: Roberto Scola / Agencia RBS

A Justiça começou nesta terça-feira a interrogar o grupo de 14 presos líderes da facção criminosa que comandou ataques em 2014 em Santa Catarina. Eles estão em prisões federais e são ouvidos por videoconferência realizada no Fórum de Florianópolis .O juiz Rafael Brüning e o promotor Wilson Paulo Mendonça Neto, ambos com atuação junto à vara do crime organizado, fizeram questionamentos sobre as acusações de integrar o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e associação para o tráfico de drogas.

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Pela manhã, um dos interrogados foi o traficante Nelson de Lima, o Setenta, 44 anos, tido pela polícia como um dos fundadores do PGC em 2003, na Capital. Ele está na penitenciária de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Setenta afirmou que tem condenações que alcançam 80 anos de prisão por crimes como homicídio, assalto e tráfico de drogas e nos últimos dez anos cumpriu pena em Mato Grosso do Sul. Para a polícia e a promotoria, Setenta é um dos principais traficantes do Estado com contatos para a compra e venda de drogas em regiões fronteiriças e países vizinhos. Além disso, faria conferências por celulares da cadeia com comparsas do crime.

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O preso disse que nunca fez parte do PGC, não fundou o bando e que está hoje decretado de morte pela facção.

— Soube desses ataques pela televisão. Não faço parte de nada, é totalmente fora de lógica. Se ainda tivesse algum lucro. Como posso provar que não faço parte do PGC? Isso é uma dor de cabeça, não posso nem cuidar de mim imagina cuidar de facção, de marmanjo — declarou ao juiz, admitindo apenas que no máximo deu alguns conselhos aos presos.

O promotor pediu que Setenta escutasse áudios em que aparecia comentando sobre ordens de incêndios a ônibus, declarações sobre mortes, entre elas um homicídio em Balneário Camboriú naquele ano. O preso negou ser sua a voz e aceitou que uma perícia seja feita.

"Espancamento e perseguição"

O preso Cleverson Bueno, 30 anos, conhecido como Rebelde ou Oráculo, que está na prisão federal de Porto Velho, em Rondônia, também foi interrogado e negou os crimes. Ele disse ter sido espancado por agentes na Penitenciária de São Pedro de Alcântara entre 2012 e 2013 e depois ficado em medida de isolamento. O detento afirmou sofrer perseguição de policiais e agentes e estar sendo vinculado ao PGC porque ficou mais de sete anos preso em São Pedro de Alcântara.

Ainda pela manhã, a Justiça ouviu presencialmente no Fórum o detento Rogério Rosnei Rodrigues, 46 anos, de Joinville, que estava preso em Minas Gerais por arrombamento a caixa eletrônico. Ele também se disse inocente.

Ao todo, foram ouvidos sete envolvidos nesta terça-feira. Os interrogatórios seguirão na quarta-feira, com os outros sete restantes. Advogados e a Defensoria Pública participam da audiência marcada de manhã pela longa demora na conexão online do Fórum de Florianópolis com as prisões federais. A acusação dos atentados está dividida em seis processos e o juiz acredita que até o final do ano comece a proferir sentenças dos 62 acusados.

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