Naufrágio em barco com migrantes deixa 42 mortos no Egito - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Crise migratória22/09/2016 | 08h34Atualizada em 22/09/2016 | 11h54

Naufrágio em barco com migrantes deixa 42 mortos no Egito

Conforme as autoridades, quatro supostos traficantes foram detidos e acusados por tráfico de seres humanos e homicídio culposo

Naufrágio em barco com migrantes deixa 42 mortos no Egito MOHAMED EL-SHAHED/AFP
Sobreviventes do naufrágio na costa norte do Egito Foto: MOHAMED EL-SHAHED / AFP
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Ao menos 42 pessoas morreram em um naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes na costa egípcia, segundo o último balanço oficial. Outras 163 vítimas foram resgatadas por um barco de pesca a 12 quilômetros do litoral da cidade de Rosetta. 

— O balanço será pior. No barco, há um porão onde se armazena o peixe, que ainda não foi aberto — advertiu uma fonte médica.

A embarcação levava até 450 migrantes, grande parte dos quais no porão. Conforme as autoridades, quatro supostos traficantes, todos eles egípcios, foram detidos e acusados por tráfico de seres humanos e homicídio culposo.

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Os sobreviventes afirmam que o navio afundou devido à sobrecarga. As equipes de resgate chegaram ao local seis horas depois do acidente, segundo eles.

— Éramos 200, o barco já estava cheio. E chegaram outros 200. O barco tombou e começou a afundar. Era o apocalipse. Todos tentavam sair vivos. Nadei 10 quilômetros — contou Ahmed Mohamed, um pintor egípcio de 27 anos, algemado na maca de um hospital.

Depois do naufrágio

Na manhã desta quinta-feira, dezenas de pessoas se reuniram na praia ao norte de Rosetta, na foz do Nilo. Alguns liam o Alcorão, à espera de informações sobre seus parentes desaparecidos.

O Egito se converteu há pouco tempo em um ponto de partida para muitos migrantes dispostos a pagar grandes somas de dinheiro para chegar à Europa. Desde o início da primavera no hemisfério norte, centenas de pessoas a bordo de embarcações precárias foram resgatadas ou interceptadas pela guarda-costeira egípcia. No entanto, não havia registros recentes de naufrágios desta magnitude.

Dos 163 sobreviventes anunciados pelo exército, 157 estão detidos na delegacia de Rosetta. A maioria das vítimas são egípcios, mas também há sudaneses, somalis e sírios.

Segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, 10% dos migrantes que chegam à Europa partem de barco do Egito. A travessia inclui perigosas baldeações no meio do mar.

Na terça-feira, o exército egípcio havia anunciado que interceptou um navio que transportava 68 migrantes. Na quarta-feira, foi interceptada outra embarcação com 294 pessoas a bordo.


 

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