Policiais são feridos durante protesto contra morte de afro-americano na Carolina do Norte - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Estados Unidos21/09/2016 | 07h25Atualizada em 21/09/2016 | 07h26

Policiais são feridos durante protesto contra morte de afro-americano na Carolina do Norte

Populares saíram às ruas em manifestação contra o assassinato de Keith Lamont Scott, morto por um policial na terça-feira

AFP
AFP

Doze policiais ficaram feridos durante protestos na terça-feira em Charlotte, na Carolina do Norte, depois que um afro-americano foi morto pela força de segurança. A imprensa informou que vários civis também ficaram feridos.

Centenas de pessoas saíram às ruas em protesto contra o assassinato de Keith Lamont Scott, afro-americano morto por um policial. Ele tinha 43 anos. Os manifestantes se reuniram no fim da noite de terça-feira na área onde o homem foi morto, com cartazes com a frase "A vida dos negros importa" e gritos de "Sem justiça não há paz".

"Aproximadamente 12 oficiais feridos. Um oficial atingido no rosto com uma pedra", escreveu no Twitter o Departamento de Polícia de Charlotte-Mecklenberg.

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Outra mensagem da polícia afirma que os agentes foram "feridos esta noite quando trabalhavam para proteger nossa comunidade durante uma manifestação".

O canal WSOC-TV informou que a polícia mobilizou unidades anti-distúrbio e utilizou gás lacrimogêneo para tentar dispersas a multidão, que, segundo as autoridades, atacou vários carros da polícia. O protesto continuou durante a madrugada, mas o número de manifestantes diminuiu com o passar das horas.

Suspensão

De acordo com a imprensa, o agente responsável pela morte, Brentley Vinson, foi suspenso de suas funções. De acordo com uma emissora de TV, Vinson e outros oficiais procuravam um suspeito.

A polícia localizou Keith Lamont Scott, que não era a pessoa procurada, dentro de um veículo estacionado na área de um complexo de edifícios. Os agentes afirmaram que Scott tinha uma arma de fogo e que se sentiram ameaçados. O policial abriu fogo e matou o homem.

A família de Scott, no entanto, afirmou que a vítima não carregava nenhuma pistola, e sim um livro, quando foi morto. A prefeita da cidade, Jennifer Roberts, pediu calma à população.

"A comunidade merece respostas e acontecerá uma investigação profunda. Vou entrar em contato com os líderes da comunidade para trabalharmos juntos", escreveu no Twitter.


 

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