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Finanças pessoais19/09/2016 | 06h13Atualizada em 19/09/2016 | 08h32

Saiba quando é a hora de começar a investir em previdência privada

Discussões sobre a reforma da Previdência Social abrem campo para a procura de alternativas como complemento de renda no futuro

Saiba quando é a hora de começar a investir em previdência privada Diego Redel/Agencia RBS
Foto: Diego Redel / Agencia RBS

A expectativa de vida dos brasileiros aumentou mais de 40 anos em 11 décadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somada ao envelhecimento da população, que impõe a necessidade de planejamento, há a iminência de uma reforma do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que pretende alterar as regras de pagamento de aposentadorias e pensões aos trabalhadores

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Num cenário de incertezas, o investimento em previdência privada é apontado por especialistas como alternativa mais do que viável: é primordial.

– Temos hoje mais de 20 milhões de aposentados pelo INSS no Brasil e, desses, somente uma pequena porcentagem é independente financeiramente, ou seja, possui qualidade de vida, utilizando o dinheiro recebido do INSS e algum complemento, como previdência privada ou reservas que ao longo de suas vidas conseguiram juntar. A situação é alarmante – explica o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros Reinaldo Domingos, que também é autor do livro Terapia Financeira.

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A previdência privada sozinha não garante uma aposentadoria tranquila, ela deve ser encarada como complemento do valor recebido pelo INSS. Quanto mais cedo investir, menor será o valor a ser pago mensalmente. 

Menos de 2% dos catarinenses investem em previdência privada

Apesar da necessidade de garantir renda complementar na aposentadoria, a adesão a esses planos previdenciários ainda é baixa no país. Em Santa Catarina, somente 1,7% da população aposta nos fundos privados de pensão, que se dividem entre entidades abertas e fechadas, enquanto a média nacional é de 6,3%. 

O motivo para esse contexto reside em três pilares: ausência de cultura previdenciária, desconhecimento acerca dos planos e falta de visão de longo prazo.

Pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), que representa 70 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar, revela que apenas 11% dos brasileiros consideram saber o suficiente a respeito do tema. 

Outro estudo, da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, também confirma a realidade quando aponta o crescimento discreto de 0,72% do setor nos últimos três anos, mas acrescenta um potencial de crescimento para os próximos meses.

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– Pelo menos não falta dinheiro, porque a indisponibilidade financeira só representa 10% dos motivos para não adesão aos planos. O cenário nos mostra que, com as estratégias de fomento corretas, podemos dobrar a quantidade de participantes e atingir 5 milhões de pessoas – arrisca o diretor presidente da GAMA Consultores Associados, Antônio Fernando Gazzoni.

Planejamento feito em família desde a infância

A administradora Carolina Vieira Corrêa da Silva, 37 anos, já dispunha de plano de previdência complementar quando criança. Graças aos pais, funcionários públicos, que se preocupavam com o futuro da filha. Há anos, ela fez a portabilidade para o plano com que contribui atualmente. A ideia, segundo ela, é manter a partir dos 65 anos o padrão de vida que leva hoje.

– Com o incentivo dos meus pais, que já tinham essa cultura de poupança em família, ficou mais fácil. Hoje contribuo mensalmente com um plano que cabe em minha realidade financeira e, com frequência, reavalio a fim de investir mais ou menos. Mas sempre com a ideia de complementar o seguro social.

A tática de sensibilizar as pessoas acerca da importância dos fundos de pensão é utilizada pela gerente de desenvolvimento da Quanta Previdência, que tem sede em Florianópolis e atuação estadual, Eliana Maziero. Conforme a especialista, falta cultura previdenciária nas pessoas que, quando contribuem, ainda o fazem muito aquém do ideal.

– Tentamos mostrar às pessoas a importância de economizar agora para ter no futuro. Porque depois, se não há planejamento, elas não vão poder voltar no tempo e estarão com situação mais restritiva. Não há um ideal para contribuir a cada mês, mas a maioria das pessoas só destina 10% do salário à previdência privada e esse valor é muito baixo – explica.

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