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Dia Nacional de Mobilização22/09/2016 | 22h27Atualizada em 23/09/2016 | 12h51

Temas nacionais levam sindicalistas e coletivos de oposição a Temer às ruas de Florianópolis

Críticas ao congelamento de recursos em saúde e educação e às reformas da CLT e previdenciária foram as principais bandeiras do protesto

Temas nacionais levam sindicalistas e coletivos de oposição a Temer às ruas de Florianópolis Leo Munhoz/Agencia RBS
Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS
Ângela Bastos

Diferentes bandeiras ocuparam as ruas de Florianópolis nesta quinta-feira. O Centro da cidade, já acostumado a manifestações organizadas por coletivos e movimentos, foi também visitado por siglas das centrais sindicais. O ato unificado marcou o Dia Nacional de Mobilização pela ameaça de perdas dos direitos trabalhistas propostas pelo governo Michel Temer (PMDB).

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A manifestação foi convocada por entidades como Central Única dos Trabalhadores, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e Força Sindical. Três itens marcaram o protesto: congelamento de recursos em saúde e educação (PEC 241), reformas na Consolidação das Leis Trabalhistas CLT (aumento da jornada e perda de direitos) e Reforma na Previdência (aposentadoria somente a partir dos 65 anos).

Antes do ato unificado, os sindicatos se reuniram na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Ao longo da tarde, eles discutiram os reflexos para cada categoria se passarem as alterações na CLT. Além dos bancários, em greve há 15 dias, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte) fez assembleia estadual, assim como o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Na frente da Câmara de Vereadores, os municipários de Florianópolis debateram o impacto da perda dos direitos para os servidores públicos.

Bem cedo Florianópolis sentiu que a rotina de quinta-feira seria alterada. Entre 4h e 6h os ônibus não circularam. O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb) decidiu dar apoio ao Dia Nacional de Mobilização. A partir das 7h os coletivos começaram a andar. Mas estudantes e trabalhadores que precisam sair mais cedo de casa perderam a hora. À tarde, entre 15h e 16h, nova paralisação relâmpago atingiu o transporte coletivo da Capital.

Por volta das 18h, os manifestantes se juntaram próximo ao Terminal de Integração (Ticen). Do alto do carro de som, os sindicalistas tentaram chamar a atenção dos trabalhadores que passavam falando a respeito das ameaças aos direitos. Nem todos concordaram e houve até quem reagisse de forma contrária:

– Eu acho que tem que parar com essas manifestações – reclamou Maristela Cordeiro de Lima, 25 anos, que voltava apressada para o sul da Ilha.

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A reação da mulher chamou a atenção do bancário Haroldo Capistrano, 38 anos, que vive em Palhoça.

– A maioria das pessoas não sabe o que está acontecendo. Vai ter que ser bem explicado à população, por exemplo, que as mulheres vão trabalhar mais e mais tempo para se aposentar – disse.

Sindicalista prevê atos para outubro

Jorge Pera, 37 anos, é professor de Educação Física em Blumenau. Ele fez parte de um grupo de 60 trabalhadores da educação, a segunda maior delegação, atrás de Joinville de onde vieram três ônibus. O professor disse estar preocupado com o futuro dos alunos para os quais leciona, pois entende que a perda dos direitos não atinge apenas a pessoas de sua idade, mas de outras gerações.

Gilmar Salgado falou em nome da CSP Conlutas. O sindicalista disse que a data não significava ato de confiança ao governo que saiu, nem para o que ficou. A presença dos milhares de manifestantes – organização calculou em cerca de 5 mil, mas comando da PM não estimou número de presentes – servia para defender os direitos dos trabalhadores. 

Heloísa Helena Pereira falou pela Intersindical. Ela explicou que estão previstos mais atos para o dia 29, e que outubro deve ser um mês de lutas em preparação à greve geral marcada para novembro.

A manifestação dos sindicalistas se encerrou por volta das 18h30min. Parte do grupo voltou para as cidades de origem, enquanto outros se juntaram à manifestação pelo Fora Temer, no Largo da Alfândega, e que seguiu em passeata pela Avenida Beira-Mar Norte. 

O coronel PM Marcelo Pontes avaliou a manifestação de ontem como sem incidentes. Mas lembrou que, assim como os manifestantes do Fora Temer, também as centrais sindicais não comunicaram à Polícia Militar sobre as manifestações pelo centro da cidade.

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