EUA respondem à ataque e bombardeiam rebeldes no Iêmen - Geral - Jornal de Santa Catarina

Versão mobile

Oriente Médio13/10/2016 | 08h10Atualizada em 13/10/2016 | 08h11

EUA respondem à ataque e bombardeiam rebeldes no Iêmen

Xiitas huthis são acusados de disparar mísseis contra navios de guerra norte-americanos no Mar Vermelho

EUA respondem à ataque e bombardeiam rebeldes no Iêmen MC3 J. Alexander DELGADO/AFP
Foto: MC3 J. Alexander DELGADO / AFP
AFP
AFP

As forças norte-americanas bombardearam pela primeira vez as forças rebeldes xiitas huthis do Iêmen, acusadas de disparar mísseis contra navios de guerra dos Estados Unidos no Mar Vermelho. Os ataques são negados pelos insurgentes.

Na quarta-feira, o destróier USS Nitze lançou três mísseis de cruzeiro contra estações de radar na costa do Mar Vermelho.

— Os locais foram destruídos — afirmou Peter Cook, porta-voz do Pentágono.

Leia mais
Boko Haram liberta 21 estudantes sequestradas na Nigéria
Paquistão adia julgamento de cristã condenada à morte por blasfêmia 
Furacão Nicole avança em direção às Bermudas

Os rebeldes xiitas huthis negaram nesta quinta-feira as acusações.

"As afirmações americanas não têm nenhum fundamento. As alegações tentam criar falsas justificativas para intensificar os ataques e acobertar os crimes cometidos pela agressão da coalizão liderada pela Arábia Saudita contra o povo do Iêmen" afirmou a agência rebelde Saba, que citou uma fonte militar do campo aliado aos huthis.

Primeiro ataque

No Iêmen, os militares americanos se limitavam a atacar com drones as áreas da Al-Qaeda no sul do país. Esta é a primeira vez que as forças norte-americanas determinam uma ação militar contra os huthis, que desde 2014 controlam a capital Sanaa e outras regiões do Iêmen, obrigando o governo a partir para o exílio.

Apoiados pelo Irã, os huthis, aliados às forças do ex-presidente Ali Abdallah Saleh, estão em guerra com as forças leais ao governo, que desde março de 2015 contam com o apoio militar de uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita.

Até então, as forças americanas haviam se limitado a fornecer ajuda logística à coalizão, como o reabastecimento em voo dos bombardeiros, e informações de inteligência. Os lançamentos dos mísseis — que não atingiram os alvos e caíram na água, contra navios da Marinha americana no domingo e quarta-feira — provocaram a intervenção direta dos Estados Unidos.

No dia 1º de outubro, um ataque similar contra um navio dos Emirados Árabes Unidos no estreito estratégico de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho, deixou vários feridos e provocou muitos danos.

— Os ataques limitados, de legítima defesa, foram realizados para proteger nossos funcionários, nossos navios e nossa liberdade de navegação nesta importante via marítima. (Os ataques) tinham como alvos os radares envolvidos nos recentes disparos de mísseis que ameaçaram o USS Mason e outros navios que operavam em águas internacionais no Mar Vermelho e no estreito de Bab Al-Mandeb — afirmou o porta-voz do Pentágono, Peter Cook.

Na quarta-feira, um míssil lançado a partir do território controlado pelos rebeldes caiu no mar antes de atingir o navio USS Mason. No domingo havia acontecido algo similar com o próprio USS Mason e USS Ponce.

Os disparos são uma reação ao bombardeio da Arábia Saudita contra um funeral que deixou mais de 140 mortos e 500 feridos no sábado em Sanaa, disse à AFP o analista francês de Relações Internacionais François Heisbourg.

— Reagiram para tentar mostrar aos americanos que deixar as mãos livres de seus aliados sauditas implica pagar um preço — disse Heisbourg.

Os americanos "reagiram de forma limitada e devem parar por aí", disse.

A intervenção americana contra os huthis aconteceu no momento em que Washington examina o apoio à coalizão árabe após o massacre no funeral. A Casa Branca havia advertido que a "cooperação de segurança dos Estados Unidos com a Arábia Saudita não era um cheque em branco".


 
 

Siga Santa no Twitter

  • santacombr

    santacombr

    SantaPedro Machado: a Chapecoense é uma unanimidade https://t.co/w9WYf5SyKn #LeiaNoSantahá 6 diasRetweet
  • santacombr

    santacombr

    Santa"Pode-se tentar calar o juiz, mas nunca se conseguirá calar a Justiça", reage Cármen Lúcia https://t.co/JZDSmNAMoY #LeiaNoSantahá 6 diasRetweet
Jornal de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros