Furacão Matthew continua atingindo perigosamente a costa leste dos EUA - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Clima08/10/2016 | 09h24Atualizada em 08/10/2016 | 09h27

Furacão Matthew continua atingindo perigosamente a costa leste dos EUA

No Haiti, fenômeno arrasou áreas pelas quais passou e deixou mais de 870 mortos

Furacão Matthew continua atingindo perigosamente a costa leste dos EUA JEWEL SAMAD / AFP/
Jacksonville, na Flórida, escureceu com a falta de energia após passagem do furacão Matthew Foto: JEWEL SAMAD / AFP
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O furacão Matthew continuava neste sábado seu perigoso trajeto paralelamente à costa leste dos Estados Unidos, onde cinco pessoas morreram, ameaçando provocar graves inundações nas próximas horas.

Matthew deixou cenas de desolação e morte em sua passagem pelo Caribe, provocando a morte de ao menos 870 pessoas no Haiti, além de muitos danos em casas e campos de cultivo.

Pelo contrário, seu impacto sobre o estado da Flórida foi até o momento menos violento que o esperado, já que o olho do furacão não tocou terra.

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Às 6h GMT (3h de Brasília), Matthew estava perto da costa da Carolina do Sul (Charleston) e da Geórgia (Savannah). O furacão passou à categoria 2 na escala Saffir Simpson de um máximo de 5, com ventos de até 165 km/h.

"Há risco de inundações mortais (...) ao longo da costa da Geórgia, da costa da Carolina do Sul e da Carolina do Norte", advertiu o Centro Nacional de Furacões (NHC).

O presidente americano, Barack Obama, alertou que Matthew "ainda é realmente um furacão perigoso".

— Acredito que a maior preocupação neste ponto não é apenas a força dos ventos do furacão, mas o aumento do nível das águas costeiras — disse Obama na Casa Branca.

O governador da Flórida, Rick Scott, advertiu na noite de sexta-feira através de uma mensagem no Twitter que "as inundações continuam no nordeste da Flórida. Permaneçam no interior!".

Durante a sexta-feira, o pior da tempestade passou diante de Cabo Cañaveral, onde a Nasa tem seu centro de lançamento de foguetes, e deixou "danos limitados no telhado das instalações do KSC (o Centro Espacial Kennedy)", disse a instituição em seu site.

Corte de energia elétrica 

Em sua passagem pela Flórida, Matthew deixou cinco mortos. Uma mulher morreu ao ser atingida pela queda de uma árvore no condado de Volusia, e no condado de Putnam outra mulher morreu em circunstâncias similares quando uma árvore caiu sobre o veículo no qual havia se refugiado da tempestade.

Outra mulher faleceu por um ataque cardíaco e um casal sucumbiu às emanações de monóxido de carbono procedentes de um gerador em sua garagem.

Os cortes de energia elétrica são uma das consequências do mau tempo que reina na região, com 11% dos consumidores da rede elétrica da Flórida afetados, ou seja, mais de 1,1 milhão de pessoas.

Em Jacksonville, muitas pessoas encontraram refúgio em hotéis e as crianças brincavam em seus salões enquanto os adultos conversavam na penumbra sobre outras tempestades que viveram.

— Os especialistas em meteorologia descreveram Matthew como uma tempestade que ocorre apenas uma vez em um século e sobre a qual nossos filhos e netos falarão por várias gerações — comentou a prefeita desta cidade, Lenny Curry.

Haiti desolado

Foto: Nicolas GARCIA / AFP

Matthew semeou a desolação no Haiti no início da semana e, diante da magnitude dos danos causados, será difícil realizar um balanço preciso das vítimas fatais.

Diante do balanço divulgado pelo senador haitiano Hervé Fourcand, de 400 mortos, o órgão de proteção civil do departamento do Sul informou sobre 315 vítimas fatais. Por sua vez, o último balanço oficial parcial do Ministério do Interior haitiano informava sobre 271 mortos.

Toda a parte sul do Haiti foi arrasada por chuva forte e atingida por ventos violentos. As imagens aéreas feitas por jornalistas que puderam chegar nos últimos dois dias às cidades mais atingidas do sul mostravam casas destruídas, telhados de alumínio arrancados e árvores caídas.

As desoladoras imagens da cidade de Los Cayos lembravam as cenas deixadas pelo violento terremoto de 2010, no qual mais de 200.000 pessoas morreram.

— Vi a morte cara a cara — disse Yolette Cazenor, uma moradora de Los Cayos (sul), a terceira cidade do país. 

Sua casa se dividiu ao meio quando uma árvore caiu sobre ela.

 
 

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