Moradores fogem da violência religiosa no oeste do Myanmar - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Conflito14/10/2016 | 12h38Atualizada em 14/10/2016 | 12h43

Moradores fogem da violência religiosa no oeste do Myanmar

Área vem sendo cenário de tensões entre budistas e muçulmanos após um ataque contra delegacias na fronteira com Bangladesh, no último sábado

Moradores fogem da violência religiosa no oeste do Myanmar STR/AFP
Foto: STR / AFP
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Milhares de habitantes aterrorizados fugiram nesta sexta-feira de localidades de Rakhine, na região oeste de Myanmar. A área vem sendo cenário de violência e tensões entre budistas e muçulmanos. 

Na noite de sábado, um ataque contra delegacias na fronteira com Bangladesh causou uma onda de violência na região onde vivem milhares de membros da minoria muçulmana perseguida dos rohingyas. Vinte e seis civis morreram em uma resposta militar, segundo a imprensa oficial, e quatro soldados foram mortos nas operações.

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Os distúrbios provocam o temor de que se repitam os confrontos religiosos de 2012, que deixaram mais de cem mortos e dezenas de deslocados. Desde então, mais de 100 mil rohingyas vivem em acampamentos de refugiados.

Considerados imigrantes ilegais por muitos budistas — majoritários em Myanmar — os rohingyas não têm acesso a médicos, mercado de trabalho ou escola, e tampouco liberdade de movimento.

Representantes do grupo negaram qualquer envolvimento nos ataques, mas vídeos postados nas redes sociais mostram homens armados fazendo uma convocação à jihad no idioma dos rohingyas.

Muitas das pessoas que fugiram eram budistas, dominantes no país, mas que representam menos de 10% da população no norte do Estado de Rakhine, de maioria rohingya.

Liderado por Aung San Suu Kyi, o governo birmanês prometeu uma investigação independente dos ataques.


 
 

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