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Estados Unidos13/10/2016 | 12h47

Novas denúncias de assédio sexual abalam campanha de Donald Trump

Comitê republicano afirmou que as acusações são "campanha completamente falsa" de "assassinato à reputação" do candidato

Novas denúncias de assédio sexual abalam campanha de Donald Trump Alex Wong/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
Foto: Alex Wong / GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
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Donald Trump está mais uma vez envolvido em um escândalo. Desta vez, o candidato republicano à Casa Branca é acusado de assédio sexual por diversas mulheres. As denúncias, no entanto, foram classificadas como "assassinato à reputação" pelo comitê de campanha do magnata.

O jornal New York Times informou sobre a ocorrência de dois casos e o jornal Palm Beach Post sobre um terceiro na quarta-feira, com mulheres que dizem ter sido vítimas de investidas e agressões de cunho sexual por parte de Trump.

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Os casos aumentam a polêmica em torno do escândalo que se arrasta desde a última sexta-feira, quando foi divulgada uma gravação de 2005 — feita sem consentimento — na qual Trump se gabava de usar sua condição de celebridade para abusar das mulheres.

— Quando você é uma estrela, pode fazer o quer quiser — afirma Trump durante a conversa.

Na noite de domingo, durante um debate com Hillary Clinton, o republicano pediu desculpas pelo episódio e garantiu que, apesar de ter confirmado a veracidade da conversa gravada, ele nunca havia assediado sexualmente mulheres.

"Parecia um polvo" 

De acordo com o jornal New York Times, Jessica Leeds, que agora tem 74 anos, afirmou que há quase três décadas, durante um voo, Trump se aproveitou de sua proximidade nos assentos para tocá-la, a ponto de obrigá-la a sair da parte posterior do avião e pedir ajuda a uma aeromoça.

— Trump parecia um polvo. Suas mãos estavam por toda parte — lembrou.

Já Rachel Crooks, atualmente com 33 anos, relatou que em 2005, ao se encontrar com Trump em um de seus edifícios de negócios em Nova York, o agora candidato presidencial, ao se apresentar, começou a beijá-la no rosto e depois a beijou na boca.

— Foi muito inapropriado. Eu me senti péssima por ele ter pensado que eu era tão insignificante a ponto de poder fazer isso — disse.

O jornal afirmou que Leeds e Crooks comentaram seus respectivos incidentes com amigos e parentes logo depois do ocorrido, e que todas estas pessoas confirmaram seus testemunhos.

Por sua vez, Mindy McGillivray, que agora tem 36 anos, disse ao jornal Palm Beach Post que em 2003 Trump começou a tocá-la quando ambos se encontraram por acaso em um resort onde ela trabalhava como assistente de um fotógrafo profissional.

— Tocou nas minhas nádegas. Fiquei chocada e dei um pulo — disse McGillivray.

Por alguma razão, as três mulheres comentaram com seus amigos o que havia ocorrido, mas nenhuma apresentou denúncias à polícia.

Ficção

Em uma nota oficial, o chefe de comunicação da campanha de Trump, Jason Miller, disse que as denúncias do New York Times — jornal com quem mantém uma relação tensa — eram uma peça de ficção.

Também considerou perigoso que o New York Times "lance uma campanha completamente falsa e coordenada de assassinato à reputação contra o senhor Trump em um tema como esse".

A publicação das denúncias, acrescentou Miller, marca um novo "poço para onde a imprensa está disposta a descer em seus esforços para determinar" a eleição presidencial de 8 de novembro.

Pouco depois, a diretora de comunicação do comitê de campanha de Hillary Clinton, Jennifer Palmieri, emitiu uma nota onde apontou que as denúncias se encaixam na imagem de Trump.

"Lamentavelmente esta história perturbadora se encaixa com tudo o que sabemos sobre a forma como Donald Trump tratou as mulheres. Estas informações sugerem que (Trump) mentiu no debate e que o comportamento asqueroso do qual se gabava na gravação eram mais que apenas palavras", disse.

O escândalo que explodiu na sexta-feira levou a uma virtual ruptura entre Trump e o Partido Republicano, cujos líderes já tinham uma relação tensa desde que o polêmico milionário venceu a eleição interna e se tornou candidato.

Em um ato público na quarta-feira na Flórida, Trump disse que Hillary Clinton era "trapaceira", mas acrescentou que "a imprensa deste país é ainda mais trapaceira".

Em seu discurso, Trump insistiu que Hillary "deve ir à prisão" por colocar a segurança nacional em risco devido ao uso de um servidor privado de e-mails quando era Secretária de Estado.

Enquanto isso, Hillary fez campanha na quarta-feira nos estados de Colorado e Nevada. Nos poucos contatos que manteve com a imprensa, a candidata evitou responder às consultas sobre as denúncias publicadas no New York Times.

Durante um de seus discursos, Hillary afirmou que os "Estados Unidos são melhores que aqueles que Donald Trump diz e representa".


 
 

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