Balé da filha evitou viagem de ex-presidente da Chapecoense para a Colômbia  - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Tragédia29/11/2016 | 18h00Atualizada em 29/11/2016 | 18h04

Balé da filha evitou viagem de ex-presidente da Chapecoense para a Colômbia 

Nei Roque Mohr lamentou o acidente aéreo que deixou 71 vítimas fatais

darci debona

Uma apresentação de balé da filha Maria Júlia, de 4 anos, que seria nesta terça-feira, fez o ex-presidente da Chapecoense e vice-presidente da Federação Catarinense para a região Oeste, Nei Roque Mohr, cancelar seu lugar no voo para a Colômbia que sofreu o acidente.

— Era a primeira apresentação dela e talvez ela fosse me cobrar no futuro — lembrou o dirigente, que é mais conhecido como Nei Maidana. 

Ele disse que iria numa próxima viagem. Nei era muito amigo do presidente Sandro Pallaoro e do vice-presidente de marketing, Jandir Bordignon. Os três assumiram o clube em 2009 e pretendiam fazer um rodízio na presidência. Bordignon estaria sendo preparado para substituir Pallaoro.

Maidana lembrou que o trio trouxe a proposta de o clube ter calendário o ano inteiro e, num primeiro ano, conseguiram o acesso para a Série C. Em 2010 o time só não foi rebaixado pela desistência do Atlético de Ibirama. O trio acabou saindo e, em 2011, Pallaoro assumiu a presidência, que comandava até agora. Maidana estava diariamente no clube e sentiu muito a perda.

— Está difícil passar o dia, o sentimento é que tudo acabou — afirmou, no final da tarde.

Ele lembrou que perdeu uma diretoria, amigos da imprensa e um time inteiro.  Tudo isso no ápice do clube, que estava sendo conhecido no mundo inteiro.

— Eles perderam a vida na partida mais importante da história — concluiu.

Acompanhe:

Colombianos farão vigília pelas vítimas na hora em que ocorreria partida contra a Chapecoense

 
 

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