Chapecoense 2016: o pôster que fica para a história - Geral - Jornal de Santa Catarina

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A força do Verdão do Oeste29/11/2016 | 22h58

Chapecoense 2016: o pôster que fica para a história

Com a sugestão dos colombianos, Conmebol considera declarar o time catarinense campeão do torneio

Chapecoense 2016: o pôster que fica para a história NELSON ALMEIDA/AFP
Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

Falam que é só futebol. Sabem de nada os que pensam assim. Cultura, economia, política, religião... é muito mais do que 22 atletas em campo correndo atrás de uma bola. É amor, paixão, alegria, um sentimento que não sabemos expressar direito. Apenas sentir.

O    povo de Chapecó que o diga. Há 43 anos viu surgir um índio guerreiro, que carrega no nome três grandes forças: Associação (união) Chapecoense (comunidade) de Futebol (esporte). Dono de títulos estaduais, o índio atingiu a maturidade nos últimos anos. Em 2009, ingressou no calendário nacional, na Série D do Brasileiro. Passo a passo, degrau a degrau, chegou à elite cinco anos depois.

Revigorou-se. Ano a ano ganhou solidez. Estabilizou-se entre os 20 principais times do país. Bateu de frente com muitos gigantes do futebol do Brasil e países vizinhos. Preparava-se para ganhar a América, ciente de que teria uma tarefa dura pela frente: o Atlético Nacional, da Colômbia, o atual campeão da Libertadores.

Aço. Assim pode ser comparada a garra e a raça desse grupo. Por isso, o duelo em Medellín hoje à noite prometia. Exatamente, prometia, com o verbo no passado. A queda do avião com a delegação da Chape, mais dirigentes e jornalistas na madrugada de ontem transformou o sonho do título internacional em tragédia. A alegria deu lugar à tristeza.

A natureza encarregou-se do eufemismo para definir o momento. As gotas de chuva que caíram sob parte de Santa Catarina ontem doíam, como as lágrimas no rosto dos amantes do futebol espalhados pelo mundo que aprenderam a admirar e respeitar o clube barriga-verde.

Consternação foi a palavra de ordem a partir da confirmação do acidente aéreo. Torcedores, dirigentes, atletas e clubes do todo o mundo se comoveram e manifestaram o seu apoio às vítimas e familiares.

Heróis. É assim que entrarão para história as vítimas dessa tragédia. Atletas, membros da comissão técnica, dirigentes, jornalistas, tripulação. Juntos, viviam um momento inédito e épico para Chapecó e o futebol de Santa Catarina.

A atitude do Atlético Nacional foi a de um verdadeiro campeão. Em nota oficial publicada ontem à tarde o clube colombiano solicita à Conmebol que o título da Copa Sul-Americana seja entregue à equipe catarinense.

Palmas aos clubes que se uniram para ajudar a Chape. Além de manifestar pesar pela tragédia com a delegação, muitos oferecem ajuda com empréstimo gratuito de atletas, além de solicitar à CBF que a equipe catarinense fique imune ao rebaixamento pelas próximas três temporadas, entre outros benefícios. Clubes estrangeiros também colocaram os elencos à disposição, como o Racing, da Argentina, e o Libertad, do Paraguai. Mundo afora o Verdão do Oeste também recebeu o carinho e homegens de atletas e torcedores.

Exemplo. Os resultados em campo comprovam: a Chapecoense é um modelo a ser seguido por aqueles que acreditam no futebol bem gerido. Luiz Maier foi muito feliz ao compor o hino quando diz: “A força imensa de sua fiel torcida, que nos estádios tudo é lindo e nos fascina. A nossa massa meu Verdão mexe contigo, tu és querido em toda Santa Catarina”. Hoje, vai um adendo: o Verdão do Oeste é querido em todo o mundo por aqueles que verdadeiramente amam o futebol.

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