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Conflito21/11/2016 | 10h31Atualizada em 21/11/2016 | 10h31

Leste de Aleppo não tem mais hospitais em funcionamento

Conforme a Organização Mundial da Saúde, 250 mil moradores da cidade síria só encontram serviços de saúde em pequenas clínicas 

Leste de Aleppo não tem mais hospitais em funcionamento THAER MOHAMMED/AFP
Foto: THAER MOHAMMED / AFP
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A zona leste da cidade síria de Aleppo — onde vivem 250 mil civis —, controlada pelos rebeldes e sob intensos bombardeios, não tem mais hospitais em funcionamento. A informação foi anunciada pela ONU, nesta segunda-feira.

Os hospitais têm sido bombardeados de maneira reiterada pelo exército sírio, sobretudo após a intensificação dos ataques na semana passada com o objetivo de reconquistar todo o território da cidade.

"Não há atualmente nenhum hospital operacional na parte cercada da cidade" afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um comunicado, que cita notícias procedentes da região. "Mais de 250 mil homens, mulheres e crianças que vivem no leste de Aleppo estão agora privados de acesso a cuidados nos hospitais", acrescentou a OMS.

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Os serviços de saúde "ainda estão disponíveis em pequenas clínicas", mas o tratamento para traumatismos, intervenções cirúrgicas importantes e outros cuidados urgentes não estão mais garantidos.

As agências da ONU, entre elas a OMS, não têm acesso ao leste de Aleppo desde julho, quando o exército sírio assumiu o controle da última via de abastecimento dos bairros rebeldes, privando a área desde então de alimentos e medicamentos.

O emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura — cujos esforços para negociar um acesso ao leste de Aleppo fracassaram —, advertiu, no domingo, que "o tempo está acabando e estamos em uma corrida contra o tempo" para evitar uma catástrofe humanitária.

Os civis que vivem na parte oeste de Aleppo, sob controle do regime, também sofrem violentos ataques dos rebeldes, mas a ajuda humanitária continua chegando a seus bairros.


 
 

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