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Colômbia21/11/2016 | 07h31

Líder das Farc frisa "compromisso" para referendar acordo de paz no Congresso

Novo pacto entre governo e guerrilha deve ser apresentado ao Congresso colombiano na quarta-feira

Líder das Farc frisa "compromisso" para referendar acordo de paz no Congresso YAMIL LAGE/AFP
Foto: YAMIL LAGE / AFP
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O líder das Farc, Rodrigo "Timochenko" Londoño, afirmou, no domingo, que existe um "compromisso" para referendar o novo acordo de paz com o governo da Colômbia através do Congresso, depois que o pacto original foi rejeitado em um plebiscito.

— Este é o compromisso feito e esperamos que o Congresso esteja à altura do que a pátria está pedindo. Precisamos referendar o acordo para começar a estabelecer as bases e espalhar a semente da reconciliação e da paz — disse Timochenko ao ser questionado pelo canal RCN Televisión sobre a aprovação do acordo no Parlamento.

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O líder guerrilheiro destacou que a vantagem deste mecanismo é o "que está mais à mão e o que é mais rápido".

— Eu acredito que quanto mais tempo se dilata a aprovação do acordo, mais espaço se dá aos setores que não querem a paz — completou.

Timochenko também afirmou que a assinatura do acordo, que deve acontecer nos próximos dias, está sendo preparada. O governo, no entanto, indicou, no domingo, que a data e o local da assinatura não estão definidos.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) alcançaram há uma semana um segundo acordo de paz com o governo do presidente Juan Manuel Santos, no qual foram incluídos alguns pedidos da oposição, depois que o primeiro acordo foi rejeitado em um plebiscito em 2 de outubro.

Santos disse que o novo pacto deve ser apresentado na quarta-feira ao Congresso para debates. Embora o presidente tenha afirmado que é favorável à aprovação no Parlamento, onde tem maioria, disse que ainda é necessário chegar a um acordo neste sentido com as Farc.

As partes insistem sobre a necessidade de uma rápida aprovação e implementação. Especialmente depois que foram anunciadas as mortes de dois membros das Farc em supostos confrontos com o exército, apesar do cessar-fogo decretado em 29 de agosto.

As negociações de paz pretendem acabar com um conflito armado de meio século que também inclui outras guerrilhas, paramilitares e agentes estatais. O conflito deixou pelo menos 260 mil mortos, 60 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.


 
 

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