"Me empurraram e me deram um tapa no rosto", afirma motorista da Uber que foi agredido em Florianópolis - Geral - Jornal de Santa Catarina

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CONFUSÃO28/11/2016 | 11h11Atualizada em 28/11/2016 | 15h42

"Me empurraram e me deram um tapa no rosto", afirma motorista da Uber que foi agredido em Florianópolis

Tumulto aconteceu na noite de domingo, no aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis

"Me empurraram e me deram um tapa no rosto", afirma motorista da Uber que foi agredido em Florianópolis Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

O motorista da Uber, que sofreu uma agressão na noite deste domingo em Florianópolis, pretende acionar a Justiça. Mesmo com arranhões no veículo e ainda abatido com o episódio, *Luiz Fernando continuará operando por meio do aplicativo. Ele relata que ao estacionar em frente ao aeroporto, por volta das 19h de domingo, teria sido abordado por motoristas dos veículos executivos de turismo e levado tapas no rosto.

A confusão teve início assim que o profissional estacionou em frente ao aeroporto e saiu do carro para pegar três passageiras que o aguardavam. Quatro homens que, segundo Luiz, trabalham com os carros de turismo no aeroporto, o cercaram e o tumulto começou.

— Eles me agrediram verbalmente, me empurraram e me deram um tapa no rosto. E também arranharam o meu carro. Depois disso eu entrei dentro do automóvel e liguei para a PM — contou.

Minutos depois, uma motocicleta da polícia chegou e conduziu todos os envolvidos para a subdelegacia do local. Conforme a Polícia Militar (PM) afirmou na noite de domingo, além dos envolvidos na confusão, as passageiras que utilizariam o serviço também prestaram depoimento e registraram um Boletim de Ocorrência (BO). Apesar do tumulto, ninguém foi preso

O motorista pretende acionar a Justiça por dano ao patrimônio, danos morais, constrangimento ilegal e agressão física. O profissional afirmou ainda que, apesar de não ter liminar para realizar o transporte, não teve o veículo retido. 

— A Uber irá consertar meu carro e continuarei a trabalhar. Não estou trabalhando ilegalmente, apenas não é regulamentado — afirmou. 

A reportagem tentou contato com a 2º Delegacia de Polícia da capital, mas ninguém soube responder sobre o episódio. O DC também ligou para a delegada Ester Coelho, mas o celular estava desligado. 

A Infraero, que possuí câmeras de monitoramento no estacionamento do aeroporto, só deverá divulgar as imagens caso a polícia solicite.  

Sindicato afirma que motoristas envolvidos trabalham com carros executivos

Dario de Almeida Prado, diretor do Sindicato dos Taxistas de Florianópolis, garantiu que nenhum dos profissionais envolvidos era taxista, mas sim motoristas de veículos de turismo executivo. 

— Não temos nenhum taxista envolvido nessa confusão no aeroporto. Nós temos mantido uma atitude de integridade diante desse assunto e a nossa orientação é para que os nossos taxistas não se envolvam em brigas — afirmou. 

*Motorista pediu à reportagem para não ter sobrenome divulgado.

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