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Saúde28/11/2016 | 19h45Atualizada em 28/11/2016 | 19h45

Santa Catarina bate recorde de doações de múltiplos órgãos

Até a primeira quinzena de novembro foram registradas 217 doações, 14 a mais do que em 2015, até então considerado o maior índice no Estado


Foto: Flávio Neves / Agencia RBS

Santa Catarina alcançou a maior taxa de doações de múltiplos órgãos por ano da sua história. Até a primeira quinzena de novembro foram registradas 217 doações, 14 a mais do que em 2015, até então considerado o maior índice no Estado. Os dados são do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), veículo oficial da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

De acordo com os dados do terceiro trimestre de 2016, a média nacional ficou em 14,4 doadores efetivos de órgãos por milhão de população (p.m.p), enquanto, no mesmo período, Santa Catarina registrou um índice de 36,2 doadores p.m.p.
Também neste ano, o Estado se destacou, pela segunda vez consecutiva, entre os cinco melhores resultados do mundo. No ranking dos cinco países com os melhores resultados, Croácia e Malta possuem uma população menor que a do Estado.

O coordenador da SC Transplantes, Joel de Andrade, atribui os números a um planejamento de longa data. 

– Estes números foram obtidos, principalmente, pelo cumprimento de um plano elaborado há anos. Em 2008, a nossa equipe realizou um treinamento na Espanha – que é o país com os melhores índices – e nós voltamos de lá com um projeto para adequar o nosso modelo ao modelo deles. Assim, nós fomos progressivamente obtendo melhores resultados – diz. 

No Estado, mais de 6 mil famílias já permitiram a doação de órgãos de parentes. E o resultado reflete-se no dia a dia de 11,8 mil catarinenses que vivem com algum tipo de transplante. Estima-se que, mantida a média atual de 20 doadores por mês, o Estado encerre o ano com 240 doações. Assim, também atingiria a marca de 13 mil transplantes realizados no período entre 1999 e 2016.

Neste ano, cerca de 800 transplantes já foram realizados. Córnea, rim, fígado, esclera e medula óssea ocupam, respectivamente, os primeiros lugares no ranking de tecidos e órgãos mais transplantados. O fígado teve número recorde de transplantes, com 123 procedimentos realizados até 31 de outubro.
Mesmo com os excelentes números, Andrade diz que ainda há avanços a serem feitos: 

– Nós ainda possuímos uma taxa de 36% de não autorização familiar, mais do que o dobro do que o país modelo, a Espanha, onde a taxa fica por volta de 15%. Por isso, temos perseguido, cada vez mais, aprimorar os mecanismos de aproximação das equipes de captação  destaca.

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