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Saúde05/01/2017 | 11h45Atualizada em 05/01/2017 | 17h13

Acidentes com lagarta venenosa alertam cidades do Oeste de SC

Diretoria de Vigilância Epidemiológica emitiu comunicado após aumento de ocorrências com o animal, principalmente em São Miguel do Oeste

Acidentes com lagarta venenosa alertam cidades do Oeste de SC Divulgação/CIT/UFSC
Contato com a taturana causa queimaduras, mas a ação do veneno pode provocar hemorragias graves Foto: Divulgação / CIT/UFSC
Diário Catarinense, Luiz Barp e Especial

As altas temperaturas típicas do verão fizeram com que aumentasse os acidentes com lagarta venenosa na região Oeste de Santa Catarina. Somente nos primeiros dias de janeiro, o Centro de Informações Toxicológicas (CIT/SC) somou 12 casos, 7 apenas em São Miguel do Oeste

Um alerta emitido pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) pede que a população fique atenta ao animal, da espécie Lonomia obliqua, uma vez que acidentes podem causar, além de dor e queimaduras, morte.

— O contato com outras lagartas até causa irritação na pele, mas essa espécia provoca acidentes graves. Ela libera uma toxina que pode desenvolver um quadro sério de hemorragia, podendo acarretar falência dos órgãos e levar ao óbito – explica a bióloga da Gerência Regional de Saúde de Chapecó, Deyse Angelini. 

De acordo com a especialista, o que difere a lagarta, também conhecida como taturana, de outros animais da mesma espécie são as características físicas: ela tem linhas marrom, verde e branca pelo corpo. Além disso, tem espinhos verdes que se assemelham muito a um pinheirinho.

Foto: Divulgação / CIT/UFSC

Segundo o Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina, as lagartas Lonomia obliqua podem atingir seis centímetros de comprimento. 

A recomendação da Dive é que quem tenha contato com o animal procure imediatamente um hospital ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ainda é preciso levar o animal vivo para que possa ser analisado e permitir a produção do antídoto.

– Somente com o animal vivo é que conseguimos produzir o soro antilonômico para tratar a vítima do acidente – explica Deyse.

Ao capturar o animal, a Dive recomenda que ele seja colocado em uma caixa de papelão com a ajuda de uma pinça, graveto ou pá. A caixa ainda deve estar bem fechada e não deve ser dado qualquer alimento à lagarta.

Animais costumam ser encontrados em grupos na natureza e dificilmente invadem as casas Foto: Divulgação / CIT/UFSC

Animal é comum no Oeste

De acordo com a bióloga, a presença desse tipo de lagarta é comum na região Sul do país, mas o Oeste de Santa Catarina registra uma presença maior. Ele é encontrado principalmente no tronco das árvores, quando desce das folhas para se alimentar, mas não ataca a população.

– A lagarta não invade residências e nem ataca. O que ocorre é que nesta época do ano as pessoas tendem a visitar campings ou áreas com vegetação, o que tende a facilitar o contato.

Sobre o caso de São Miguel do Oeste em específico, as vítimas já passam bem. A bióloga acredita que o acidente tenha ocorrido em um local com grande concentração de pessoas. Ela ressalta que também já foram registrados casos em Quilombo, Palmitos, Arvoredo e Chapecó. 

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