Ânderson Silva: A relação entre as mortes em Manaus e a insegurança na Papaquara - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Opinião05/01/2017 | 11h16Atualizada em 09/01/2017 | 16h14

Ânderson Silva: A relação entre as mortes em Manaus e a insegurança na Papaquara

Presença de facções nos ambientes facilita crimes, diz repórter do DC

Ânderson Silva: A relação entre as mortes em Manaus e a insegurança na Papaquara Cristiano Estrela/Agencia RBS
Papaquara fica no Bairro Vargem Grande, no Norte da Ilha, em Florianópolis Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

O conflito diário do qual os moradores da Papaquara são reféns tem ligação direta com a mesma disputa que matou 56 presos em Manaus na última segunda-feira. Assim como o complexo penitenciário do Amazonas, a pequena comunidade de Florianópolis vive uma disputa entre duas facções criminosas. Em Santa Catarina, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) mede forças com o Primeiro Comando Capital (PCC), grupo com base em São Paulo, mas espalhado por 22 Estados do país. Ambos querem ampliar seus espaços de venda de drogas.

Região da Papaquara, em Florianópolis, tem histórico de vulnerabilidade

No Amazonas, o PCC tem outro adversário, a facção Família do Norte (FDN). A semelhança entre o FDN e o PGC é que ambos são apoiados pelo Comando Vermelho (CV), grupo criminoso do Rio de Janeiro que está em guerra declarada com o PCC desde outubro do ano passado. Na chacina ocorrida na penitenciária de Manaus, os integrantes da facção do Norte executaram adversários do grupo paulista. Ou seja, o enfrentamento entre PCC e CV se estende para regiões como Santa Catarina e Amazonas através do enfrentamento com as facções locais. Aqui no Estado, os criminosos do clã catarinense chegaram a condenar a morte novos detentos que fossem batizados pelos paulistas.

O grande problema deste enfrentamento é que os impactos perpassam o limite do grupos criminosos. Passam para as ruas. Antes retraídos em pequenos espaços, as facções ocuparam tanto nas comunidades como nas unidades prisionais os espaços deixados pelo poder público. Na Papaquara, por exemplo, a vulnerabilidade social expôs os moradores à fixação dos redutos de traficantes. No Amazonas, a falta de controle do governo sobre a unidade prisional permitiu uma carnificina. Enquanto os poderes se ausentarem, a criminalidade vai continuar crescendo.

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