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Infraestrutura09/01/2017 | 18h06

Balneário Barra do Sul ainda sofre com os efeitos da ressaca de outubro

Prefeitura espera receber recursos federais ainda em janeiro para obras de reparo na praia

Balneário Barra do Sul ainda sofre com os efeitos da ressaca de outubro Salmo Duarte/Agencia RBS
Ressaca causou prejuízos orçados em R$ 700 mil Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

A maior ressaca dos últimos 50 anos que deixou R$ 700 mil de prejuízos em Balneário Barra do Sul ainda não foi esquecida. Desde o fenômeno, na última semana de outubro de 2016, pouco foi feito para reparar os estragos causados pela força das águas.

A grande quantidade de pedras à vista e os destroços do antigo acesso de cimento dificultam a passagem de quem tenta alcançar a faixa de areia e aumentam o risco de acidentes, especialmente para crianças e idosos.


Comerciante local, Marcilene tem feito reivindicações constantes

Marcilene Cicolato é dona de uma lanchonete na beira da Praia de Barra do Sul e afirma que já fez vários pedidos para que a Prefeitura cubra as pedras com areia. Segundo ela, a providência foi tomada apenas em frente ao posto de salva-vidas, local que também era motivo de preocupação.

Para atender a qualquer ocorrência, os profissionais tinham que correr por entre as pedras com o risco de se machucarem. A comerciante também reivindica sinalização para que de noite um turista desavisado não bata o carro nas pedras que ficam ao final da rua, na descida da praia.

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Morador da praia há cinco anos, Jorge Luiz Bento também reclama melhorias. Ele e um vizinho têm plantado mato de restinga no final da faixa de areia próximo às suas casas para se protegerem de uma nova ressaca.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil no município, Ricardo Assis Pereira, são 12 quilômetros de extensão que precisam de obras de recomposição do acesso à praia e molhe de pedra. Segundo ele, o trabalho ainda não feito porque a Prefeitura aguarda recurso federal que já está assegurado com o decreto de estado de emergência no município por causa da ressaca.

O orçamento mais recente apontou necessidade de R$ 700 mil, mas ele diz que dificilmente a cidade será atendida com o total reivindicado. A expectativa é de receber a verba ainda em janeiro e realizar os trabalhos durante aproximadamente 60 dias.

— Começamos a mexer na boca da Barra mas paramos porque se tentarmos fazer alguma obra com recurso local perderemos a ajuda federal — diz o coordenador.

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