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Roteiro06/01/2017 | 09h31

Confira dicas para passeio na calmaria da Ilha do Grant, em Barra Velha

Águas calmas e sombreiros tornam o local perfeito para todas as idades

Confira dicas para passeio na calmaria da Ilha do Grant, em Barra Velha  Salmo Duarte/Agencia RBS
O visitante poderá tomar banho nas águas calmas, aproveitar o Sol ou ficar na preguiça à sombra dos sombreiros Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

 

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Quem está à procura de um lugar tranquilo para descansar, a ilha do Grant, no município de Barra Velha, é uma ótima opção para qualquer idade. Ali, a natureza prevalece. O visitante poderá tomar banho nas águas calmas, aproveitar o Sol ou ficar na preguiça à sombra dos sombreiros. Os mais dispostos conseguem caminhar pelas pedras e dar a volta na pequena ilha. Além de atrair turistas e moradores da região na temporada, é da charmosa ilha do Grant que parte a procissão pelo mar da Nossa Senhora dos Navegantes, a padroeira dos pescadores, no dia 4 de fevereiro.




Reportagem: Claudine Nunes
Fotografia: Salmo Duarte


FICHA TÉCNICA

O quê: ilha do Grant.

Local: município de Barra Velha, Litoral Norte de SC.

Travessia de barco com saída na praia do Grant: R$ 15 por pessoa.

Horário: das 8 às 18 horas, todos os dias durante a temporada.

Serviço na ilha: lanchonete (pagamento em dinheiro), uso do banheiro: R$ 1.

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Preparativos
O lugar é rústico. Para aproveitar bem o passeio, antes de partir, é importante providenciar dinheiro em espécie para pagar a travessia e a alimentação, pois nenhum serviço aceita cartão. Vale incluir na bagagem cadeira de praia, toalha e até fruta ou bolacha para as crianças, pois a única lanchonete não serve refeição, apenas porções. No cardápio há peixe em posta, isca, lula, camarão e pastéis. Os valores variam de R$ 5 a R$ 30. O maior desafio é encontrar vaga para estacionar o carro nas ruas próximas à orla, antes de pegar a embarcação.




Pescadores no comando
O serviço de transporte até a ilha tem autorização para operar somente na temporada de verão e está sob o comando de pescadores da região. É o caso da família Tomaz. O pai, Nilton Orácio Tomaz, tem 61 anos, 45 dos quais dedicados à pesca. Nas águas calmas, com profundidade de aproximadamente 4 metros, ele diz que nunca aconteceu qualquer incidente em oito anos de travessia. Dependendo das condições do mar e do clima, o transporte pode se limitar a seis pessoas ou ser cancelado até que o tempo melhore.




Travessia
O acesso à ilha do Grant se dá pela praia de mesmo nome. O ponto de saída, na própria faixa de areia, fica mais à direita, ao lado da estátua do Pescador da região. É só se juntar ao grupo que aguarda o barco e esperar a vez de embarcar. O piloto leva um grupo e volta para buscar o próximo, e esse vaivém se repete ao longo do dia. A travessia até a ilha acontece sete dias por semana, das 8 às 18 horas, do mês de dezembro até o Carnaval, pelo valor de R$ 15 por pessoa, a partir de dez anos de idade. Crianças mais novas podem fazer a travessia gratuitamente, no colo. Há colete salva-vidas para todos os ocupantes do bote baleeiro, que mede 18 metros e tem capacidade para oito pessoas. O tempo de espera na fila para entrar na embarcação dura mais do que a viagem. Apenas 600 metros separam a praia da ilha. Em menos de cinco minutos, a travessia já terminou, o suficiente para apreciar a paisagem e registrá-la em uma bela foto.




As professoras de São Bento do Sul
A cada temporada, os pescadores estimam que cerca de cem pessoas visitam a ilha do Grant. Neste ano, os números vão incluir três professoras de educação infantil de São Bento do Sul com algumas coisas em comum. As três sentem muito orgulho da profissão, querem mudar de ares quando estão de férias, gostam de viajar juntas, são animadas e apreciam a natureza. A escolha: ilha do Grant, onde foram passar o dia para recarregar as baterias. Juliana Tamanini, Lisane Quint e Aniele Diener recomendam o local. Para elas, a tranquilidade, as árvores e a beleza são os pontos fortes.
— Aqui é lindo, temos esta beleza perto de casa e nem percebemos — dizem as professoras, que estavam apenas começando o dia.




Infraestrutura
Como o lugar é agradável, dá vontade de ficar ali o dia todo, e o visitante talvez sinta falta de um restaurante. Só que a ilha não é servida de luz elétrica, somente luz solar. Isto significa que não há estoque de alimentos. Todos os dias, cedinho da manhã, a equipe da lanchonete leva os mantimentos para a ilha e acondiciona os alimentos dentro de freezers com gelo. No final do dia, tudo é levado de volta à praia. Uma logística da qual Martin Carlos Sanchez não reclama. O argentino que já perdeu o sotaque depois de 20 anos no Brasil é o atendente do quiosque e o artista que confeccionou os quadros de sucata expostos na parede da marina. Sim, ali fica uma marina, e cordas separam o espaço público do privado.




Na década de 1940, só para a elite
O nome verdadeiro da ilha do Grant é ilha de Canasvieiras, mas ganhou esse apelido devido ao Mr. Grant, o inglês que morou na região nos anos de 1940 e construiu um hotel na praia. Naquela época, a travessia até a ilha já acontecia, só que era restrita aos hóspedes do hotel. O relato é do morador de Barra Velha, escritor e frequentador assíduo da ilha José Carlos Fagundes. No passado, a praia e a ilha do Grant faziam parte do roteiro de férias apenas das elites. Até hoje, empresários da região mantêm casas de veraneio na localidade, mas a praia caiu no gosto da população e o acesso à ilha tornou-se mais acessível.

A NOTÍCIA

 
 

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