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Economia04/01/2017 | 16h38Atualizada em 04/01/2017 | 16h40

Florianópolis tem segunda cesta básica mais cara do país

Apesar do custo alto, cidade teve um dos menores aumentos acumulados em 2016, de 7,01%

Florianópolis tem segunda cesta básica mais cara do país Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Florianópolis fechou o ano de 2016 com a segunda cesta básica mais cara entre as capitais brasileiras. Com valor de R$ 453,80, os alimentos na cidade só não ficaram mais caros que em Porto Alegre, que terminou 2016 com uma cesta de R$ 459,02. O dados são levantados mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que pesquisa 13 itens. 

A Capital figura sempre entre as cidades com preços mais altos para alimentos, chegando a liderar em alguns momentos. Um dos motivos apontados por especialistas é o alto poder aquisitivo dos moradores. Por conta disso, o comércio tende a apresentar aqui preços mais elevados que em outras capitais. 

Apesar do alto custo, a cesta de Florianópolis teve a sexta menor variação acumulada em 2016, de 7,01%, bem inferior ao aumento de 2015, que ficou em 17,28%. Em maio foi registrado o menor valor para cesta na Capital, de R$ 420,63, e em outubro, o maior, de R$ 475,32. 

Ao longo do ano passado, os produtos que mais encareceram na cidade foram o feijão (73%), a banana (52%) e a manteiga (45%). Para se ter uma ideia, o feijão começou o ano com preço médio de R$ 4,75 e acabou em R$ 8,46. 

Já os alimentos com as maiores variações negativas acumuladas foram a batata e o tomate (-23% para ambos).

Em 2016, o valor acumulado da cesta básica aumentou nas 27 capitais do país. As maior alta foi verificada em Rio Branco (23,63%) e a menor, em Recife (4,23%). Entre novembro e dezembro, contudo, o valor da cesta diminuiu em 25 cidades, incluindo Florianópolis (-2,67%).

De acordo com o Dieese, o salário mínimo, em dezembro, teria que ser de R$ 3.856,23 para suprir as necessidades de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Para o cálculo, o departamento leva em conta a cesta mais cara, de Porto Alegre. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.940,41, ou 4,48 vezes o piso vigente, de R$ 880. 

Clima ruim e redução de área plantada elevaram preços

No acumulado de 2016, os alimentos que mais pressionaram o valor da cesta básica no país foram leite integral, feijão, arroz agulhinha, café em pó e manteiga, que registraram aumentos em todas as cidades na comparação com 2015. Açúcar e óleo de soja tiveram alta em 26 cidades. 

Segundo o Dieese, o preço do leite aumentou devido aos maiores custos de produção. Além disso, as indústrias de laticínios disputaram o pouco leite disponibilizado pelos produtores e, como consequência, houve elevação do preço final e dos derivados. 

Já o valor do feijão saltou por conta da redução da  área plantada em detrimento de culturas como soja e milho. Também contribuiu para o aumento do preço do grão o clima instável ao longo do ano, com chuvas intensas ou calor excessivo, reduzindo a produtividade.

O café, o arroz e a soja também foram prejudicados pelas condições climáticas. Para o café e apara a soja, contudo, um elemento extra contribuiu para elevar os preços: a alta demanda externa, mesma razão que fez o açúcar encarecer.


 
 

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